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RJ: PM que atirou em vendedora é condenado a quase 13 anos de prisão

8 abr 2011
01h13

O 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro condenou na madrugada desta quinta-feira o policial militar Rodrigo Nogueira Batista a 12 anos e oito meses de prisão, em regime inicialmente fechado, pela tentativa de homicídio triplamente qualificado da vendedora de roupas Helena Moreira. Batista é o autor do disparo de fuzil que atingiu o rosto da jovem, 24 anos, na madrugada do dia 28 de novembro do ano passado, no Alto da Boa Vista.

Além da prisão, o policial perdeu o cargo na PM, pois, segundo o juiz Jorge Luiz Le Cocq D¿Oliveira, o réu não reúne condições mínimas de permanecer na instituição e não é digno de usar a farda da PM . "Sua conduta delituosa, hoje reconhecida pelo Júri, é absolutamente incompatível com o perfil daquele servidor de quem a sociedade legitimamente espera exemplo e proteção, ou seja, exatamente o oposto do que o acusado apresentou", afirmou o juiz.

Segundo a assessoria do TJ-RJ, Helena Moreira contou que foi abordada por Batista e pelo PM Marcelo Machado Carneiro na descida da comunidade de São Carlos, onde morava, por volta das 22h40. Ela se dirigia à estação de metrô no Estácio e levava na bolsa R$ 1.750, dinheiro obtido com a venda de roupas. Os policiais a revistaram e, ao encontrarem a quantia, roubaram o dinheiro e passaram a acusá-la de ser mulher de traficante. Mediante violência e ameaças, eles exigiram que a vítima providenciasse R$ 20 mil de seu suposto companheiro para que fosse liberada.

Por cerca de quatro horas, os PMs a mantiveram em seu poder, inicialmente na viatura policial e a seguir em um veículo de cor branca, no qual ela foi agredida por Rodrigo e constrangida a praticar atos libidinosos. Ainda de acordo com ela, antes do disparo, Rodrigo Batista, praticante de artes marciais, a submeteu a intenso sofrimento físico e moral, agredindo-a com tapas no rosto e tentativas de estrangulamento. Ao chegarem no Alto da Boa Vista, eles a colocaram na mureta e, de acordo com a vendedora, Rodrigo disparou, fazendo com que ela caísse na mata, de uma altura de cerca de nove metros. Ela fingiu estar morta e, após perceber que eles haviam ido embora, arrastou-se na vegetação até chegar à pista, sendo socorrida por um ciclista.

Ainda de acordo com o TJ-RJ, o outro acusado, o PM Marcelo Machado Carneiro, teve o processo desmembrado e será julgado em data a ser marcada.

Terra

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