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RJ: novo comandante da PM quer fim da 'gordura burocrática'

8 jul 2009
14h42
atualizado às 19h03
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Daniel Gonçalves

Direto do Rio de Janeiro


Ao tomar posse nesta quarta-feira, o novo comandante-geral da Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Mário Sérgio de Britto Duarte, disse que um de seus objetivos é eliminar a "gordura burocrática" dos serviços administrativos da PM.

Coronel Mário Sérgio de Britto Duarte (dir.) toma posse ao lado do governador do Rio, Sérgio Cabral (esq.)
Coronel Mário Sérgio de Britto Duarte (dir.) toma posse ao lado do governador do Rio, Sérgio Cabral (esq.)
Foto: Fellippo Brando / Futura Press

O novo comandante-geral assume o lugar antes ocupado pelo coronel Gilson Pitta Lopes. Ele ingressou na corporação em 1980, já foi comandante do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e do 22º Batalhão da PM e atualmente estava à frente do Instituto de Segurança Pública.

Britto prometeu enxugar os serviços burocráticos, que "sofrerão otimização e terão seus efetivos reduzidos". O objetivo é levar mais policiais para as ruas. O comandante-geral acredita que se em curto prazo conseguir mais mil policiais para esse trabalho será excelente. Cada batalhão terá uma comissão com um prazo de uma semana para dar uma solução na sua "gordura burocrática".

Ele garantiu que, embora muitos batalhões tenham sido criados por politicagem, nenhum será fechado. Porém os que tiverem localização bastante próxima terão suas administrações unificadas. O comandante evitou falar em reforma. "Eu não gosto do termo reforma na polícia. Reforma é para carro, é para casa. Nós queremos é modernizá-la", garantiu.

Estrutura
Haverá troca no comando de aproximadamente 70% dos batalhões e foi anunciada a mudança dos comandos de policiamento de área. O coronel Costa Filho ficará à frente do 2º Comando, coronel Batalha no 3º, coronel Mousinho no 4º, coronel César Vieira no 5º, coronel Moura no 6º. O único mantido será o coronel Marcus Jardim no 1º. O 7º Comando de Policiamento de Área ainda será criado. O novo comandante do Bope será o tenente-coronel Paulo Henrique.

Até a noite de sexta-feira, todas as passagens de comando serão executadas. O novo corregedor-geral será o coronel Carlos Rodrigues. Britto disse que "casos de indisciplina não serão mais julgados pelas unidades operacionais, mas sim pelo órgão central (Corregedoria) para evitar o corporativismo".

A chefia de Estado será dividida em duas frentes: uma operacional e outra administrativa. Para a primeira foi escolhido o coronel Álvaro Garcia e, para a segunda, o coronel Carlos Milan.

Durante a posse, o substituído Gilson Pitta Lopes se emocionou e afirmou estar saindo de cabeça erguida e com a certeza do dever cumprido. Já o governador Sérgio Cabral enfatizou o fato da troca de comando ter transcorrido de maneira "fraternal e harmônica".

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Fonte: Especial para Terra
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