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12 de março de 2011 • 11h18 • atualizado às 11h22

RJ: homem que matou enteada teria ameaçado irmãos da jovem

As investigações indicam que Vitorino teria discutido com a enteada
Foto: Deisi Rezende / O Dia
 

A mãe de Cherolay de Souza Barbosa, 18 anos, morta com uma facada no pescoço pelo padrasto, na madrugada de ontem, na Ilha do Governador (RJ), afirmou que o padrasto da menina Vitorino Palmeira dos Santos, 33 anos, também ameaçou os irmãos da menina. Cleonice Maria de Souza afirmou que houve uma discussão porque a moça não aceitava que o padrasto maltratasse a família dela. Santos foi preso perto da casa, no sub-bairro Freguesia. A polícia impediu que ele fosse linchado por vizinhos. Na delegacia, o homem assumiu a autoria do crime.

Na 37ª DP (Ilha), Celonice disse que Vitorino teria chegado em casa com sinais de embriaguez. "Ele bebeu cerveja e vinho. Começou a discutir comigo e a minha filha não gostou. Discutiram muito, ela o expulsou de casa e tirou as roupas dele de lá. A Cherolay pegou uma faca para se defender, mas não usou. Ele pegou outra faca e cravou no pescoço dela", relatou a mãe, em choque. Vitorino fugiu da casa.

Segundo testemunhas, ele teria retornado pouco depois para ameaçar os outros filhos de Cleonice. Vizinhos contaram que sempre ouviram discussões e gritos na casa. Apesar dos moradores e do próprio Vitorino afirmarem que ele mantinha um relacionamento com a mãe da vítima, Cleonice negou.

"Eu o conheci há dois meses. Ele fez uma obra na minha casa e começou a dormir na cozinha porque não tinha para onde ir. Era atencioso com as crianças, mas depois começou a me ameaçar e agredir. Nunca denunciei porque tinha medo¿, justificou Cleonice, frisando que teme pela segurança dos outros três filhos.

Na delegacia, Vitorino alega que fora agredido pela moça. "Ela arranhou meu pescoço com uma faca, três dias antes. Isso aconteceu porque perguntei pelo meu dinheiro, que havia deixado embaixo da TV e sumiu", afirmou. Parentes contaram que Cherolay cursava a oitava série do Ensino Fundamental e queria trabalhar para ajudar a família.

O Dia