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RJ: faculdade expulsa estudante de Medicina que atendeu menina

15 set 2010
21h51
atualizado às 22h38

A faculdade Unigranrio, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, decidiu expulsar o estudante de medicina Alex Sandro Cardoso, acusado de atuar como falso médico no hospital Rio Mar, sem estar formado. Ele teria dado alta para a menina Joanna Cardoso Marcenal Marins, 5 anos, enquanto ela estava desacordada. A criança morreu no dia 13 e Cardoso está foragido.

Imagens do circuito interno de TV do hospital mostram o estudante
Imagens do circuito interno de TV do hospital mostram o estudante
Foto: Polícia Civil / Divulgação

A expulsão foi decidida, na terça-feira, pelo Conselho de Ética da faculdade, formado por três professores e dois acadêmicos, e será ratificada pelo reitor da instituição, Arody Herdy, até sexta-feira. A faculdade considerou gravíssimas as denúncias contra o estudante.

O Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) negou, na tarde desta quarta-feira, o pedido de habeas-corpus feito pelo advogado Claudio Tavares Oliveira Juniores para o estudante. Segundo a assessoria do TJ, a desembargadora da 2° Câmara Criminal, Leony Maria Grivet Pinho, negou o pedido da defesa.

Segundo a assessoria do TJ, a desembargadora negou o pedido da defesa em razão da complexidade dos fatos, sendo necessárias mais informações do juiz da 3° Vara Criminal, onde estão os inquéritos dos processos envolvendo o falso médico e a pediatra Sarita Fernandes, dona de uma clínica que presta serviços ao hospital e que teria contratado Cardoso. Ela também teve um pedido de habeas-corpus negado na segunda-feira.

O Ministério Público denunciou Sarita Fernandes Pereira por homicídio doloso, na forma omissiva, e a considerou participante do crime de exercício ilegal da medicina em relação a todas as vítimas atendidas pelo segundo denunciado pelo menos no mês de julho na emergência do hospital Rio Mar, estelionato, falsificação de documentos e tráfico ilícito de entorpecentes.

O falso médico foi denunciado pelo exercício ilegal da medicina em relação às vítimas não identificadas no mês de julho de 2010 na emergência do hospital, por exercício ilegal da medicina com resultado de morte em relação à vítima, estelionato, falsificação de documentos e tráfico ilícito de entorpecentes.

O caso
Joanna morreu no Hospital Amiu, em Botafogo, na zona sul, onde estava internada em coma desde o dia 19 de julho. Segundo o hospital, a menina sofreu uma parada cardíaca.

A menina foi internada no CTI do hospital da zona sul com edema cerebral, hematomas nas pernas e sinais de queimaduras nas nádegas e no tórax, segundo parentes. A suspeita era que ela teria sido espancada e torturada pelo pai. O caso foi investigado pela Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV).

Antes de ser internada no Amiu, a menina foi atendida no Rio Mar, na zona oeste, onde o estudante teria lhe dado alta mesmo ainda estando desacordada.

Em depoimento, Alex afirmou que havia sido contratado por Sarita, dona de uma clínica que prestava serviços ao Rio Mar. Ainda segundo a polícia, Souza afirmou que a mulher forneceu a documentação e o carimbo com nome e a inscrição no Conselho Regional de Medicina (CRM) de um médico para que ele usasse nos atendimentos.

Fonte: O Dia

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