Clique no link para iniciar o vídeoForam suspensas no final da tarde desta quarta-feira as buscas pelos restos mortais da engenheira Patrícia Amieiro Franco e de outras vítimas de homicídio em um sítio no Itanhangá, zona oeste do Rio de Janeiro (RJ). De acordo com o Ministério Público MP, que coordena a operação, nada foi encontrado durante as buscas. A ação, que conta ainda com a participação da Divisão de Homicídios da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros, será retomada nesta quinta-feira.
Desaparecidos: eles nunca voltaram para casa
As buscas no sítio de Itanhangá começaram após uma denúncia anônima que apontava a propriedade como local de desova de vítimas de homicídios. No local, que possui uma espécie de sala de monitoramento, foram apreendidos um computador, duas armas de fogo e uma de compressão. Também foram encontradas roupas femininas.
O sítio fica na mesma região onde o carro da engenheira foi encontrado. Segundo a denúncia anônima, o local é frequentado por policiais militares que têm ligação com milícias.
O caso
A engenheira Patrícia Amieiro Franco, 24 anos, desapareceu na madrugada do dia 14 de junho de 2008. Ela saiu de uma casa de shows no morro da Urca, zona sul do Rio, e seguia para a casa dos pais, onde morava, na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade. As imagens das câmeras de segurança mostraram o momento em que Patrícia deixou a boate. Desde então, ela nunca mais foi vista.
No ano passado, a Justiça declarou a morte presumida da jovem. Para a perícia, o veículo foi alvejado e Patrícia perdeu o controle da direção. Uma investigação da Polícia Civil concluiu que os tiros saíram de armas de PMs, que perseguiram a engenheira e atiraram porque ela não parou o carro.
Acusados
Os policiais militares Marcos Paulo Maranhão e Willian do Nascimento, que estavam de plantão no local do suposto acidente, e Fábio Santana e Márcio dos Santos, que teriam sido chamados para ajudar a encobrir o crime, foram acusados pela morte e ocultação do corpo da jovem. Eles chegaram a ser presos, mas conseguiram a liberdade por decisão da Justiça.

