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RJ: 2 dos 5 mortos em ação forjada por policiais não tinham antecedentes

13 mai 2013
13h49
atualizado em 20/5/2013 às 10h22
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Dois dos cinco homens mortos em operação na favela do Rola, na zona oeste do Rio de Janeiro, não tinham passagens anteriores pela polícia, A informação foi admitida na manhã desta segunda-feira pela própria cúpula da Polícia Civil, que abriu inquérito para investigar o procedimento dos agentes durante a operação, ocorrida no dia 16 de agosto de 2012. Imagens divulgadas no final de semana pelo jornal Extra mostram policiais carregando corpos e alterando o cenário da ação.

A operação tinha como objetivo localizar o traficante Diego de Souza Feitosa, conhecido como DG. Ele estava preso na 26ª DP, e foi resgatado do distrito policial por um grupo de criminosos. O traficante acabou morto em outra operação no Complexo da Maré, em abril deste ano. Douglas Vinicius da Silva, 22 anos, e Silas Rosa Guimarães, 26 anos, não tinham qualquer tipo de anotação criminal anterior.

Já Ewerton Luis da Cruz Neves, 25 anos, tinha passagem por tráfico de drogas; Paulo Cezar de Souza Caetano, 44 anos, tinha registro de furto qualificado; já Adalberto Santos da Silva, 27 anos, tinha acusação de homicídio. Todos foram mortos na operação, em confronto com a polícia. Os agentes alegaram que esses homens tinham ligação com o tráfico daquela favela, e trocaram tiros com eles.

Policiais da corregedoria começaram a ouvir parentes e pessoas próximas aos homens mortos, em especial daqueles que não tinham qualquer antecedente criminal. O objetivo é verificar se esses dois homens tinham alguma ligação criminosa, como envolvimento com o tráfico de drogas daquela região.

A chefe de Polícia Civil, Martha Rocha, evitou comentar as imagens. Ela informou que a corregedoria da polícia está instaurando um novo inquérito para apurar a conduta dos policiais, e que só vai avaliar a postura dos agentes após a conclusão das investigações. Por ora, nenhum dos policiais que estiveram naquela operação foi afastado.

"A resposta sobre afastamento não pode ser dada neste momento. O delegado acabou de receber o inquérito. Essa posição será dada no momento em que tudo estiver concluído", afirmou a delegada.

Os policiais que participaram da operação foram ouvidos anteriormente no inquérito que tramitou na 36ª DP (Santa Cruz), distrito policial daquela região. A corregedoria vai tomar um novo depoimentos de todos, para tentar identificar quem carrega um dos corpos, conforme mostra o vídeo, e quem é carregado.

"Por imagens, fica muito difícil a gente precisar. Vai ser feita uma nova oitiva dos policiais civis que participaram da operação, para tentar identificar pontualmente a ação de cada um dos policiais, e o local do evento-morte de cada um deles. Vamos tentar montar toda a rotina da operação, até o fim. Quem atirou em quem, quem era encarregado do quê", explicou o delegado Glaudiston Galeano, da Corregedoria Interna da Polícia Civil (Coinpol).

Fonte: Terra
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