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Rio tem madrugada mais violenta da nova onda de ataques

24 nov 2010
06h08
atualizado às 09h55

Apesar de o governo do Rio de Janeiro anunciar que iria reforçar a segurança no Estado depois dos ataques de criminosos na terça-feira, bandidos voltaram a atear fogo em ônibus e veículos na madrugada desta quarta-feira. Foram pelo menos três ônibus e sete carros incendiados, além de uma cabine da polícia metralhada. Segundo a Polícia Militar, em nenhum incidente houve o registro de feridos. Um ônibus estava em chamas por volta das 7h50 desta quarta-feira em Vicente de Carvalho, perto da estação do Metrô, mas não há confirmação de que o incidente esteja relacionado à onda de violência que acontece desde domingo no Rio.

Em Belford Roxo, no bairro do Jardim Redentor, na Baixada Fluminense, dois ônibus foram incendiados e ficaram totalmente destruídos. As chamas assustaram moradores, que temeram por suas residências. Criminosos também atearam fogo em um ônibus na Via Dutra, no bairro Engenheiro Pedreira. Ainda de acordo com a PM, dois carros foram queimados em São Gonçalo, três em Niterói, um no Recreio dos Bandeirantes e um no bairro do Estácio. Em Duque de Caxias, uma cabine da PM no centro da cidade foi metralhada.

Após arrastões no domingo, a madrugada de segunda-feira teve três veículos queimados por criminosos. Os incidentes se seguiram durante o dia, com o ataque a uma cabine da PM. Entre segunda e terça-feira, dois veículos foram incendiados na Via Dutra e outra cabine da PM, próximo ao shopping Nova América, foi alvo de tiros.

Violência
A onda de ataques teve início na tarde de domingo, quando homens armados com fuzis atearam fogo em dois carros na Linha Vermelha, sentido Centro, na altura da rodovia Washington Luis. Seis criminosos em dois carros abordaram três veículos por volta das 13h. Eles roubaram todos os pertences dos donos dos veículos e incendiaram dois destes carros, abandonando o terceiro.

Enquanto fugia, o grupo atacou um carro oficial do Comando da Aeronáutica (Comaer) que andava em velocidade reduzida na Linha Vermelha devido a uma pane mecânica. A quadrilha chegou a arremessar uma granada contra o utilitário Doblò. O ocupante do veículo, o sargento da Aeronáutica Renato Fernandes da Silva, conseguiu escapar ileso.

Ainda no domingo, em arrastão na Via Dutra, uma quadrilha armada bloqueou um trecho da pista sentido São Paulo, na altura de Pavuna, e roubaram um Kia Cerato e um Prisma. Na ação, uma das vítimas, identificada como Guilherme Feitosa da Silva, 26 anos, foi baleado na cabeça e levado em estado grave para o Hospital Getúlio Vargas.

Na manhã de segunda-feira, cinco bandidos armados atacaram motoristas no Trevo das Margaridas, próximo à avenida Brasil, em Irajá, também na zona norte. Os criminosos roubaram e incendiaram três veículos - uma van de passageiros que fazia o trajeto de Belford Roxo para o Centro -, além de um Monza e um Uno. Também na segunda pela manhã, criminosos armados com fuzis atiraram em uma cabine da PM na rua Monsenhor Félix, em frente ao Cemitério de Irajá. A PM acredita que o incidente tenha sido provocado pelos mesmos bandidos que haviam incendiado os três carros no Trevo das Margaridas.

À noite, criminosos incendiaram dois carros na rodovia Presidente Dutra, sentido Capital, na altura da Pavuna. Na zona norte, uma cabine da Polícia Militar (PM) foi metralhada próximo ao shopping Nova América, em Del Castilho.

Já na manhã desta terça-feira, dois homens em um foram mortos a tiros em um Honda Civic na rodovia Washington Luís, altura do km 122. Segundo a Polícia Militar, não há relação entre este crime e a onda de ataques.

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, atribuiu a escalada de violência à atuação do Estado no combate à criminalidade nas favelas. "Sem dúvidas isso tem relação com a nossa política de segurança pública", afirmou, referindo-se à implantação de unidades de polícia pacificadora (UPPs).

Nesta terça-feira, a cúpula da Polícia Militar anunciou a operação "Fecha Quartel", que prevê a utilização de todos os homens nas ruas com o objetivo de reforçar o patrulhamento. A PM informou que reduzirá as folgas dos policiais gradativamente até o ano que vem, além de prometer a contratação de 7 mil policiais. Para o combate ao crime, a corporação ainda utilizará o Batalhão de Choque e 140 motocicletas.

Fonte: Redação Terra

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