Polícia

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07 de abril de 2011 • 09h00 • atualizado em 07 de Dezembro de 2011 às 16h58

Rio: homem invade escola, mata 12 alunos e se suicida

Homem invade escola e dispara contra crianças no Rio
Foto: Luiz Gomes / Futura Press
 
Rodrigo Teixeira
Direto do Rio de Janeiro

Um homem matou 12 crianças - 10 meninas e dois meninos - a tiros após invadir salas de aula da Escola Municipal Tasso da Silveira, no Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira. Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos, era ex-aluno da escola e se suicidou logo após o atentado. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil (Sesdec), quatro das 13 crianças feridas estão em estado grave. Testemunhas relataram que o homem portava mais de uma arma.

Veja localização de escola invadida por atirador

Wellington entrou na instituição disfarçado de palestrante, e as razões para o ataque ainda não são conhecidas. O comandante do 14º Batalhão da Polícia Militar, coronel Djalma Beltrame, afirmou que o atirador deixou uma carta de "teor fundamentalista", com frases desconexas e incompreensíveis e menções ao islamismo e a práticas terroristas. Os feridos foram levados para os hospitais estaduais Albert Schweitzer e Adão Pereira Nunes, para o Hospital Universitário Pedro Ernesto, para o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia e para o Hospital da Polícia Militar. Nove assistentes sociais, sete psicólogos do Hospital Estadual Albert Schweitzer e seis assistentes sociais do município prestam atendimento aos familiares das vítimas.

Testemunhas afirmaram que o criminoso teria disparado mais de 50 vezes. Uma multidão de pessoas se aglomerou em frente à escola em busca de informações, e um cordão de isolamento precisou ser montado pela Polícia Militar para facilitar o trabalho de socorro às vítimas. O prefeito Eduardo Paes e representantes da Secretaria Muncipal de Educação foram para a escola para apurar o ocorrido e tomar providências necessárias.

Responsáveis pelos alunos afirmaram que o criminoso invadiu uma sala do nono ano. "As crianças da escola disseram que houve realmente um grande banho de sangue. Foi horrível", disse o pai de um aluno. Policiais militares e enfermeiros do Hospital Albert Schweitzer afirmam que a cena é de desespero. Helicópteros do Corpo de Bombeiros levaram os feridos a um campo de futebol localizado nas redondezas para receber os primeiros socorros. Muitas macas estão espalhadas pelo chão para receber os baleados.

Com informações de O Dia e Reuters e JB.

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