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Rio: dois homens morrem baleados em carro na Washington Luiz

23 nov 2010
08h12
atualizado às 11h37

Dois homens em um Honda Civic foram mortos a tiros na manhã desta terça-feira na rodovia Washington Luiz, altura do km 122, no Rio de Janeiro. Uma faixa da via está interditada, o que provoca retenções no trânsito. A polícia acredita que os criminosos que atiraram no veículo sejam da favela Beira-Mar.

Os assassinatos na Washington Luís ocorreram após madrugada de incêndios a carros no Rio.
Os assassinatos na Washington Luís ocorreram após madrugada de incêndios a carros no Rio.
Foto: Alexandre Brum / O Dia

Semana começa violenta nas ruas do Rio
Os assassinatos na Washington Luiz ocorrem após dois dias de violência no Rio. Segundo o coronel Lima Castro, não há relação entre este incidente e a onde de violência que assusta o Rio desde domingo. "Já tenho a confirmação de que não tem nenhuma ligação. A principio, eles (as vítimas) saíram de uma casa noturna de Duque de Caxias, onde teria havido uma desavença", disse.

Na noite desta segunda-feira, criminosos incendiaram dois carros na Rodovia Presidente Dutra, sentido Capital, na altura da Pavuna. Foi o quinto ataque a motoristas em menos de 48 horas. Na zona norte, uma cabine da Polícia Militar (PM) foi metralhada próximo ao shopping Nova América, em Del Castilho. Até o início da manhã desta terça-feira, ninguém havia sido preso.

Na manhã de segunda-feira, cinco bandidos armados atacaram motoristas no Trevo das Margaridas, próximo à Avenida Brasil, em Irajá, também na zona norte. Os criminosos roubaram e incendiaram três veículos - uma van de passageiros que fazia o trajeto de Belford Roxo para o Centro -, além de um Monza e um Uno.

Também na segunda pela manhã criminosos armados com fuzis atiraram em uma cabine da PM na rua Monsenhor Félix, em frente ao Cemitério de Irajá. A PM acredita que o incidente tenha sido provocado pelos mesmos bandidos que haviam incendiado os três carros no Trevo das Margaridas.

O secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, classificou os ataques como "situações pontuais". No último domingo, houve três arrastões na cidade. "Isso está muito mais nas situações rotineiras do dia-a-dia da polícia", afirmou Beltrame.

Para o secretário, as ações criminosas são uma reação contra a política de ocupação de territórios do tráfico, por meio das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora). Ele assegurou a continuidade do programa.

Jornal do Brasil Jornal do Brasil
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