Polícia

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17 de dezembro de 2010 • 19h26 • atualizado em 17 de Dezembro de 2010 às 23h26

Revogada ordem de prisão contra advogados de Marcinho VP

A ordem para os ataques teria partido de dentro dos presídios
Foto: Ivaldo Anastácio / Futura Press
 

A desembargadora Maria Helena Salcedo Magalhães, da 5ª Câmara Criminal do Rio de Janeiro, decidiu na noite de quinta-feira revogar os mandados de prisão contra três advogados acusados de ligação com a facção criminosa Comando Vermelho (CV). São eles: Luiz Fernando Costa, Beatriz da Silva Costa de Souza e Flavia Pinheiro Froes. Todos estão foragidos.

Em 26 de novembro, o juiz Alexandre Abraão, da 1ª Vara Criminal de Bangu, decretou a prisão dos advogados acusados de passar ordens dos traficantes Marcinho VP e de Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco. A ação do trio foi flagrada por interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça.

Os advogados, Marcinho VP e Elias Maluco estavam respondendo por associação ao tráfico de drogas e pelos ataques praticados pelas ruas do Rio no último mês de novembro. A onda de violência deixou mais de 30 mortos.

No início do mês, a Ordem dos Advogados do Rio de Janeiro (OAB-RJ) suspendeu preventivamente por 90 dias os três advogados do traficante. Segundo o presidente da OAB-RJ, Wadih Damous, o conselho considerou a "repercussão negativa" que o decreto da prisão preventiva de gerou para tomar a decisão. O trio aguarda o julgamento do mérito pela OAB, onde poderão ser absolvidos ou não. A pena máxima aplicável é a perda da inscrição na ordem.

Violência no Rio
O Complexo do Alemão está ocupado pelas forças de segurança desde o dia 28 de novembro. A tomada do local aconteceu praticamente sem resistência numa ação conjunta da Polícia Militar, Civil, Federal e Forças Armadas. A polícia investiga uma possível fuga de traficantes pela tubulação de esgoto do Alemão antes dos policiais subirem o morro. Na quinta, 25 de novembro, a polícia assumiu o comando da Vila Cruzeiro, na Penha. Ambos dominados, até então, pela facção criminosa Comando Vermelho. As ações foram uma resposta do Estado a uma série de ataques, que começou na tarde do dia 21 de novembro. Em uma semana, pelo menos 39 pessoas morreram e mais de 180 veículos foram incendiados por criminosos nas ruas do Rio de Janeiro.

O Dia