Polícia

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20 de novembro de 2009 • 16h11 • atualizado às 20h32

Procuradoria de Roma apura se travesti brasileiro foi morto

 

A Procuradoria de Roma abriu nesta sexta-feira investigação para apurar a morte do travesti brasileiro Brenda, 32 anos, encontrado morto queimado em um porão na Due Ponti, em Roma, após um incêndio nesta madrugada. O brasileiro teria mantido relações com Piero Marrazzo, ex-governador da região do Lácio, demitido após um escândalo sexual. Segundo os investigadores, na entrada do apartamento havia uma bolsa de viagem com uma substância capaz de gerar uma combustão lenta.

De acordo com a polícia, a morte do transexual pode ter sido causada por asfixia por fumaça. No local, o computador de Brenda foi encontrado dentro de uma pia com água, o que, segundo a investigação, pode significar que alguém queria apagar informações da máquina.

No final de outubro, quatro policiais foram presos suspeitos de chantagear o então governador Marrazzo com um vídeo em que o político apareceria com outro travesti. Após o escândalo, o político teria confirmado que também mantinha relações com Brenda.

Após saber da morte de Brenda, o advogado de Marrazzo, Luca Petrucci, declarou que se trata de um "fato inquietante" e disse que "é necessário investigar para ver se por trás deste caso existe algo mais".

"Brenda não cometeu suicídio. Sua simples existência incomodava muita gente. Cogitou-se suicídio, mas eu não acredito porque ocorreram muitas coisas", disse o ex-deputado transexual do partido Refundação Comunista (PRC) Vladimir Luxuria. "Há poucos dias, ela sofreu uma agressão, roubaram seu celular. Suspeito que provavelmente foi alguém que sabia o que Brenda sabia. Talvez houvesse algum outro político importante com quem Brenda tinha relação", disse.

EFE