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10 de setembro de 2010 • 23h07 • atualizado às 23h09

Presos da Operação Mãos Limpas da PF chegam a Brasília

O governador do Amapá, Pedro Paulo Dias (PP), chega ao Aeroporto de Macapá para embarcar a Brasília
Foto: ERICH MACIAS/A GAZETA (AMAPÁ) / Agência Estado
 

Os 18 acusados presos pela Polícia Federal na Operação Mãos Limpas, no Amapá, chegaram em Brasília, na noite desta sexta-feira, e aguardam a remoção para o Presídio da Papuda ou para a Superintendência da PF.

Durante a operação deflagrada hoje, a Polícia Federal (PF) apreendeu R$ 1 milhão em dinheiro, cinco carros de luxo - uma Ferrari, uma Masserati, duas Mercedes e um Mini Cooper - e duas armas.

O advogado do governador do Amapá, Cícero Bordalo Júnior, chegou foi à Superintendência da Polícia Federal (PF), para tentar conversar com o seu cliente, Pedro Paulo Dias de Carvalho.

A prisão foi consequência da Operação Mãos Limpas, que desarticulou um esquema criminoso de desvio de dinheiro público envolvendo políticos, empresários e servidores públicos do Amapá.

Entre os presos, também estão o ex-governador Waldez Góis (PDT) e o presidente do Tribunal de Contas do estado, José Júlio Miranda. O advogado, que também representa alguns empresários envolvidos no esquema, disse que se reuniu hoje com o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio Noronha. "O ministro informou que vai entregar (aos advogados) uma cópia da decisão judicial do STJ, impreterivelmente, na segunda-feira", disse.

Noronha foi quem expediu os 18 mandados de prisão temporária, 87 mandados de condução coercitiva e 94 mandados de busca e apreensão. Segundo Bordalo Júnior, a investigação é extremamente delicada, pois envolve acusações muito graves. Os acusados deverão permanecer presos em Brasília por cinco dias.

"Já estou ajuizando pedido de liberdade provisória e de revogação da prisão temporária", disse. Até o momento, o advogado informou que só ingressou com o pedido de liberdade provisória em favor do empresário Eric Lucena. Ele está aguardando a conversa com o governador para saber como vai proceder em sua defesa.

Agência Brasil