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PR: Secretaria de Segurança contesta promotores e rebate acusações

Em nota oficial, Sesp informou que, em 2012, milhares de policiais militares receberam punição

24 mai 2013
22h40
atualizado às 22h45
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A Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp) emitiu nota oficial na noite desta sexta-feira contestando críticas de coordenadores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Estado, feitas em declarações ao Terra

Promotores que coordenam os núcleos regionais do órgão criticaram as providências adotadas pela Sesp em relação aos policiais investigados pelo Gaeco nos últimos anos. "Em toda a ação do Gaeco e do Ministério Público que tem envolvido policiais, a atitude da cúpula da Polícia Civil e da Sesp não foi outra a não ser de passar a mão na cabeça. Não foi outra, a não ser de virar furiosamente críticas inveteradas e levianas acusações contra o Ministério Público, como que duvidando do trabalho do Gaeco, quando envolve um policial", disse o promotor Laérvio Januário de Almeida, que coordena o Gaeco em Maringá, no interior do Estado.

Na nota, a Sesp afirma que não compactua e pune rigorosamente policiais envolvidos em casos de corrupção. "Todo indício de irregularidade é apurado pela Secretaria da Segurança Pública e suas unidades e, com a comprovação da denúncia, os responsáveis são rigorosamente punidos", informa a nota.

A Sesp diz ainda que além do controle externo, como no caso do Gaeco, as corregedorias (das polícias Militar e Civil) têm atuado no sentido de investigar e apurar irregularidades. Segundo o texto, neste ano, sete policiais civis e sete militares foram excluídos dos quadros da segurança por desvios de conduta, punidos pela Sesp. Dois policiais civis também foram suspensos, após procedimentos instaurados pela corregedoria da Polícia Civil. No ano passado, foram registradas 23 demissões na Polícia Civil e 11 suspensões. Dois policiais foram presos pelo núcleo da Corregedoria.

Na Polícia Militar, a corregedoria aplicou 1.335 punições em 2012, e 167, neste ano. Por comprovação de má conduta e outras ações não compatíveis com o que rege a corporação, 39 policiais militares foram excluídos no ano passado. 

Para investigar denúncias contra os policiais, a Corregedoria da PM abriu 1.198 sindicâncias em 2012 e 417 nos primeiros cinco meses de 2013. Um total de 941 inquéritos  foram abertos para apurar denúncias, que podem acarretar em uma expulsão. Também foram presos, em 2012, 43 policiais militares em flagrante ou por mandado, e outros 34 em 2013. Na avaliação da secretaria, os números "demonstram a atuação efetiva dos mecanismos de controle interno".

A Sesp afirma que por determinação do governador Beto Richa, desde que comprovadas as irregularidades, todos os envolvidos em desvios de conduta serão punidos. "Não há nenhuma forma de omissão ou conivência", informa a secretaria.

Fonte: Especial para Terra
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