A Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro abriu processo administrativo para investigar se o policial Eduardo Thales Lopes Pires, que baleou Leonardo de Aguiar Camacho, 26 anos, irmão do jogador Camacho, do Flamengo, agiu por legítima defesa. Ao mesmo tempo, a Polícia Civil também investiga criminalmente o fato.
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Leonardo foi baleado pelo PM na última sexta-feira no centro de Nova Iguaçu. De acordo com um comunicado divulgado pela Polícia Militar, o soldado - que atualmente serve na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Vidigal - estava acompanhado da mulher e um casal de amigos, quando foi abordado por três homens que começaram a assediar, insultar e empurrar sua esposa. O soldado Thales se apresentou como policial e passou a ser alvo dos insultos dos três, que aparentavam estar bêbados.
Ele alega que, em legítima defesa, sacou o revólver calibre 38 que possui, devidamente registrado, e atirou contra o jovem. "O policial estava pegando o carro para socorrer a vítima quando viu uma viatura que fazia patrulhamento pelo local. Thales se identificou e contou que havia atirado contra uma pessoa e, com o auxílio dos policiais, colocou a vítima na viatura e o acompanhou até o hospital", informa a nota.
De acordo com a assessoria do Comando Pacificador, órgão responsável pelas UPPs, se ficar provada a tentativa de homicídio - e não legítima defesa -, ele será submetido a um processo na Corregedoria da Polícia Militar que pode culminar com sua expulsão.
O processo administrativo deve levar pelo menos seis meses para ser concluído. Enquanto isso, o PM Eduardo Thales Lopes Pires segue trabalhando normalmente na UPP do Vidigal, na zona sul carioca.
O irmão do jogador do Flamengo está internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI) de uma clínica em Botafogo. Ele passou por uma cirurgia para retirada da bala alojada na altura da cintura e não tem previsão de alta.

