Polícia

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11 de setembro de 2013 • 20h09 • atualizado às 20h13

Polícia confirma morte de 4º suspeito de matar menino boliviano em SP

Dos cinco integrantes da quadrilha, apenas adolescente que cumpre medida socioeducativa sobreviveu

Tio e pais do menino boliviano Bryan, 5 anos, morto durante tentativa de assalto na zona leste de São Paulo
Foto: Janderson Oliveira / Futura Press
 

Foi confirmada nesta quarta-feira a morte do quarto suspeito de matar o menino boliviano Bryan Yanarico Capcha, 5 anos, em junho deste ano, na zona leste de São Paulo. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o corpo de Diego Rocha Freitas Campos, 20 anos, havia sido encontrado no dia 7 de julho, no Jaçanã, zona norte da capital paulista, mas somente nesta quarta-feira foi reconhecido pelo pai do suspeito no Departamento de Homicídios e Proteção á Pessoa (DHPP).

Diego era apontado como o autor do disparo que matou Bryan, durante um assalto na casa dos pais do menino em São Mateus. Segundo a SSP, ele morreu no mesmo dia que Wesley Soares Pedroso, 19 anos, cujo corpo foi reconhecido ontem.

Outros dois suspeitos, Paulo Ricardo Martins, 19 anos, e Felipe dos Santos Lima, 18 anos, foram encontrados mortos no dia 30 de agosto no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Santo André, onde cumpriam prisão preventiva. Um adolescente suspeito de participar do crime também foi apreendido, sendo o único sobrevivente do grupo.

Crime bárbaro
O crime ocorreu na madrugada do dia 28 de junho, quando os criminosos invadiram uma casa onde vivia uma família de bolivianos, que havia se mudado recentemente para São Paulo para trabalhar com confecção. Segundo a polícia, os bandidos se irritaram quando descobriram que as vítimas tinham apenas R$ 4,5 mil em casa e com o choro da criança. Antes de deixar a residência, Diego atirou na cabeça de Bryan.

Os suspeitos chegaram a pé ao local e renderam o pai, Ediberto Yanarico Quiuchaca, 28 anos, e o tio da criança, Carlos, quando entravam na residência. Eles estavam armados com quatro facas e dois revólveres. Entre oito e 10 pessoas que estavam na casa foram mantidas reféns.

Inicialmente, foram dados R$ 3,5 mil aos ladrões, que pediram mais. Como a família continuava sendo ameaçada, o pai foi até o carro e entregou mais R$ 1 mil. Ainda assim, os criminosos insistiram que havia mais dinheiro no local.

Assustadas, as crianças choravam e faziam barulho, e os bandidos ameaçavam os reféns caso os gritos não parassem. Segundo o investigador Pinto, foi nesse momento que Bryan foi atingido com um tiro na cabeça. "Ele estava no chão, agachado com a mãe (Verônica Capcha Mamani, 24 anos)", contou o policial.

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