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Polícia: assassinato de jornalista em 2012 no MS teve motivação política

O jornalista Paulo Roberto Cardoso Rodrigues, o Paulo Rocaro foi morto a mando de um empresário que já é foragido da Justiça

7 mai 2013
23h36
atualizado às 23h36
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O jornalista Paulo Roberto Cardoso Rodrigues, o Paulo Rocaro, editor do Jornal da Praça, em Ponta Porã (MS), foi morto a mando de um empresário que já é foragido da Justiça. O crime teve motivações políticas. A Polícia Civil da cidade que faz fronteira com o Paraguai apresentou nesta terça-feira o resultado das investigações iniciadas no dia da morte de Rocaro, em 13 de fevereiro de 2012.

Segundo a polícia, Cláudio Rodrigues de Souza, conhecido como “Meia-água”, mandou assassinar o jornalista por divergências políticas. O empresário, dono de posto de gasolina em Ponta Porã, e Rocaro eram do PT e, em 2012, ano das eleições, defendiam nomes diferentes dentro do partido para a disputa municipal.

De acordo com a polícia, a dupla que matou o jornalista foi Luciano Rodrigues de Souza e Hugo Stancatti Ferreira da Silva. Ambos trabalhavam para Cláudio e também estão foragidos. Assim como Meia-água, Luciano e Hugo já eram procurados por outros crimes. 

A confusão que terminou com a morte de Rocaro começou porque o jornalista defendia a escolha do nome do ex-prefeito da cidade Vagner Piantoni como candidato do PT à prefeitura, mas sem a realização de prévias. Do outro lado, Souza queria que o partido escolhesse por votação os nomes e defendia que sua esposa, Sudalene Alves Machado Rodrigues, fosse a candidata da legenda. 

O mandante então chamou Rocaro para uma conversa, no dia 11 de fevereiro, na qual discutiram. Na ocasião, o jornalista fez ameaças de que faria matérias mostrando como a máfia e o crime organizado – se referindo a supostos negócios ilícitos de Meia-água – tentavam se infiltrar no quadro político de Ponta Porã.

Após essa conversa, Souza articulou a morte de Rocaro e, no dia seguinte, por volta das 23h30, quando o jornalista voltava para casa após uma festa na casa de Piantoni, o carro dele, um Fiat Uno, foi abordado por dois homens em uma motocicleta que disparam 12 tiros de pistola 9 milímetros contra o jornalista. Quatro balas o atingiram, perfurando o braço direito e o tórax. Rocaro morreu horas depois, na madrugada do dia 13, devido a hemorragia. 

Meia-água é acusado de homicídio em São Paulo e foi condenado a 17 anos de prisão. Hugo desapareceu da cidade após o crime e há informações de que vive em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia vizinha à Ponta Porã. A polícia não tem informações do paradeiro de Luciano.

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Fonte: Especial para Terra
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