0

PM atira em carro de vizinho após reclamar de barulho no Rio

28 jul 2010
09h16
atualizado às 09h43
  • separator
  • comentários

O policial militar Fábio Passos Zomer de Oliveira atirou sete vezes contra o capô do carro de um vizinho, por volta de 23h30 de segunda-feira, na rua Francisco de Souza, em Bento Ribeiro, zona norte do Rio de Janeiro. Em depoimento à 30ª DP (Marechal Hermes), o PM alegou que o veículo, um Marajó fabricado em 1982, fazia muito barulho e incomodava seu filho, que estava doente. Depois de reclamar, ele teria sido ameaçado pelo aposentado A. F. com uma chave de fenda e atirado para se defender.

Carro de aposentado foi alvejado por sete tiros
Carro de aposentado foi alvejado por sete tiros
Foto: Alexandre Vieira / O Dia

O aposentado afirmou que, ao ver Fábio armado, chegou a pensar que iria sofrer um assalto. Somente quando o policial falou sobre o filho doente, percebeu que se tratava do vizinho. O dono do carro negou a ameaça com a chave de fenda. Após fazer os disparos, o PM teria fugido do local, tentando entrar em contato com o vizinho mais tarde por telefone. "A mulher dele me pediu para conversar com ele, mas eu não quis. Só disse que isso não se faz. Eles (os policiais) têm que atender a gente, e não fazer essas coisas", disse.

Tentativa de convencer
De acordo a filha do aposentado, o PM estava acompanhado quando fez os disparos. "Depois de meu pai se recusar a falar com o policial, um terceiro homem, que disse ser o verdadeiro dono da arma, voltou para tentar convencê-lo a não registrar o ocorrido na delegacia", disse ela. Os dois teriam ido embora em um Gol branco.

No fim da tarde de terça-feira, dois amigos do PM foram até a casa dele para buscar roupas e comida. Eles não quiseram se identificar, mas afirmaram que Fábio se apresentou ao 16º BPM (Olaria), onde é lotado, para ser localizado mais facilmente caso seja dada alguma ordem de detenção.

O PM compareceu à 30ª DP na madrugada de terça e foi liberado depois de prestar depoimento. Ele pode ser indiciado por disparo de arma de fogo e pelo dano causado ao veículo. O aposentado teme sofrer represálias de policiais.

O Dia

compartilhe

comente

  • comentários
publicidade
publicidade