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PF quer saber se atirador teve ajuda para planejar ataque no RJ

11 abr 2011
21h31
atualizado às 21h42

As investigações sobre o massacre na escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, na última quinta-feira, vão receber reforço da Polícia Federal. A medida, anunciada nesta segunda-feira, foi motivada porque a PF quer saber se o atirador Wellington Menezes de Oliveira recebeu ajuda para fazer o ataque. Até o momento, a polícia acredita que ele tenha agido sozinho.

Wellington é tratado pela polícia como desequilibrado que agiu sozinho
Wellington é tratado pela polícia como desequilibrado que agiu sozinho
Foto: Reprodução MB / Futura Press

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A polícia divulgou hoje manuscritos e textos impressos encontrados na casa do atirador. Entre os temas tratados por Wellington estão principalmente sua relação com Deus e com religiões, interpretações de passagens bíblicas e anotações sobre torres altas. Nos papeis, há referências a um grupo com o qual Wellington se relacionava, mas não se sabe se as pessoas citadas realmente existem. Apesar do conteúdo dos documentos, a polícia descartou a possibilidade de envolvimento com grupos extremistas.

Nenhum familiar do atirador apareceu no Instituto Médico Legal (IML) do Rio de Janeiro para identificar o corpo e liberá-lo para o enterro. De acordo com a Polícia Civil, a família tem até o dia 22 de abril para comparecer ao IML com a devida documentação para liberar o corpo. Caso contrário, Wellington será enterrado como indigente.

Atentado
Um homem matou pelo menos 12 estudantes a tiros ao invadir a Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, na manhã do dia 7 de abril. Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos, era ex-aluno da instituição de ensino e se suicidou logo após o atentado. Segundo a polícia, o atirador portava duas armas e utilizava dispositivos para recarregar os revólveres rapidamente. As vítimas tinham entre 12 e 14 anos. Outras 18 ficaram feridas.

Wellington entrou no local alegando ser palestrante. Ele se dirigiu até uma sala de aula e passou a atirar na cabeça de alunos. A ação só foi interrompida com a chegada de um sargento da Polícia Militar, que estava a duas quadras da escola. Ele conseguiu acertar o atirador, que se matou em seguida. Em uma carta, Wellington não deu razões para o ataque - apenas pediu perdão de Deus e que nenhuma pessoa "impura" tocasse em seu corpo.

Fonte: O Dia

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