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Operação da PF prende 46 por fraudes em vestibulares de Medicina

12 dez 2012
11h42
atualizado às 19h18
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A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira a Operação Calouro. Até o final da tarde, 46 pessoas já haviam sido presas no País. Em São Paulo, foram cumpridos quatro mandados de prisão. No Distrito Federal, quatro das cinco pessoas investigadas também foram detidas. Em Goiás, vinte dos trinta mandados de prisão foram cumpridos. O objetivo é desarticular organizações criminosas especializadas em fraudar vestibulares para entidades de ensino superior de Medicina em todo o Brasil.

Operação Calouro foi desencadeada nesta quarta-feira pela Polícia Federal em diversos Estados
Operação Calouro foi desencadeada nesta quarta-feira pela Polícia Federal em diversos Estados
Foto: Polícia Federal

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No total, foram expedidos 70 mandados de prisão e 73 mandados de busca pela Vara Especial de Central de Inquéritos de Vitória (ES). Para realizar a ação, foram empregados mais de 290 policiais federais, em 10 Estados (GO, MG, ES, RJ, SP, TO, RS, AC, MT e PI)  e no Distrito Federal.

Em Montes Claros (MG), foi preso um dos importantes integrantes da organização criminosa, sendo apreendido em sua residência vários equipamentos de recepção e transmissão (pontos eletrônicos), várias carteiras de identidade e diversos cartões de crédito. Os investigados responderão por cinco crimes: formação de quadrilha, falsidade ideológica, falsidade documental, lavagem de dinheiro e fraude em certame público.

A investigação durou um ano e meio. Neste período, 54 diferentes provas de vestibular em Medicina foram fraudadas em todo o País. Quarenta e cinco instituições de ensino foram afetadas. De acordo com a polícia, tratam-se de organizações altamente especializadas, lucrativas, organizadas e disseminadas. Elas agiam por meio de diversos métodos clandestinos para fraudarem os vestibulares, seja por meio da falsidade documental e substituição do aluno durante as provas, seja por meio da produção de um gabarito e sua difusão não autorizada e clandestina por algum meio eletrônico aos alunos.

A PF ressaltou a nocividade das quadrilhas que fraudam vestibulares, seja para as instituições, que são ludibriadas em seu processo de seleção dos melhores alunos interessados no ingresso, seja para o meio médico, que recebe profissionais completamente alheios aos princípios éticos, seja para a saúde pública em geral, que será atendida por profissionais com sérios desvios de conduta.

Fonte: Terra
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