Polícia

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13 de março de 2013 • 20h47 • atualizado às 20h52

PB: polícia prende garoto de programa suspeito de matar Palhaço Pirulito

O ator José Ismar Eugênio Pompeu, mais conhecido como Palhaço Pirulito, foi morto enquanto dormia em seu apartamento

Ator foi morto enquanto dormia em seu apartamento
Foto: Facebook / Reprodução
 

A Polícia Civil da Paraíba prendeu na terça-feira, em João Pessoa, o suspeito de matar o ator José Ismar Eugênio Pompeu, mais conhecido como Palhaço Pirulito. De acordo com a Delegacia de Crimes contra a Pessoa (Homicídios), o garçom Wallisson Diniz da Silva, 19 anos, trabalhava como garoto de programa e confessou ter matado o ator enquanto ele dormia, no dia 27 de janeiro, para furtar objetos de seu apartamento no bairro Pedro Gondin.

A polícia chegou até Wallisson a partir da análise das imagens captadas por câmeras de segurança instaladas nas proximidades do apartamento do Palhaço Pirulito. Segundo o titular da Delegacia de Homicídios, Everaldo Medeiros, as câmeras registraram o momento em que o garoto de programa saiu do apartamento da vítima carregando duas bolsas. "Testemunhas em seguida assistiram às filmagens e confirmaram que uma das bolsas pertencia ao ator", disse o delegado.

Além da bolsa, Wallisson roubou um notebook e um celular pertencentes ao Palhaço Pirulito, o que foi decisivo para que a polícia chegasse à autoria do crime. "Com a ajuda do Serviço de Inteligência conseguimos identificar que o celular roubado da vítima estava sendo usado e, com a autorização da Justiça, gravamos e rastreamos as ligações, chegando ao primo de Wallisson, para quem este vendeu os objetos roubados", afirmou Wagner Dorta, gerente executivo de Polícia Civil metropolitana que acompanhou toda a investigação.

Chamado a prestar depoimento, o primo do suspeito afirmou ter comprado os objetos do garçom e, em seguida, o reconheceu nas filmagens. "Com a confirmação, nossa equipe realizou a prisão de Wallisson, que confessou todo o crime com riqueza de detalhes. O que chamou atenção foi a frieza com que ele narrou ter praticado um crime sem ter dado nenhuma chance de defesa à vítima, que foi assassinada dormindo", afirmou o delegado.

Como a vítima era homossexual, a polícia chegou a cogitar que se tratava de um crime homofóbico, mas, diante das evidências furto dos objetos do ator, chegou-se a conclusão de que o Palhaço Pirulito fora vítima de latrocínio - roubo seguido de morte. Segundo as investigações, além de ser garçom, o acusado costumava trabalhar como garoto de programa na orla de João Pessoa e já conhecia a vítima. "Sabemos que eles passaram em um bar antes de seguirem para o apartamento. Eles teriam discutido provavelmente por causa do valor do pagamento do programa, e o garçom esperou a vítima dormir para cometer o crime e roubar os objetos", disse o delegado Marcelo Falcone, que presidiu o inquérito.  De acordo com o delegado, "alguns casos envolvendo homossexuais seguem esse padrão, mas o motivo do crime é principalmente patrimonial".

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