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Paulistanos consideram cidade insegura para viver, mostra estudo

21 jan 2014 11h18
| atualizado às 13h12
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Uma pesquisa realizada pela organização Rede Nossa São Paulo em parceria com o Ibope, concluiu que, em 2013, 93% da população paulistana se sentia insegura na cidade. Em comparação à mesma pesquisa realizada no ano anterior, o número cresceu, já que em 2012 o nível de insegurança dos paulistanos era de 91%. Ainda de acordo com o e estudo, os maiores medos das pessoas na capital paulista são assalto, roubo e tráfico de drogas, nesta ordem.

A pesquisa foi divulgada nesta terça-feira e leva o nome de Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município (Irbem). O estudo foi realizado entre os dias 3 e 23 de dezembro de 2013 e entrevistou 1.512 pessoas que moram em São Paulo com mais de 16 anos. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou menos.

De acordo com o coordenador da secretaria executiva da Rede Nossa São Paulo, Maurício Broinize Pereira, a pesquisa será enviada ao prefeito Fernando Haddad assim como é feito há sete anos, desde que o estudo começou a ser realizado. Segundo ele, só assim as autoridades poderão "olhar onde essas questões estão mal resolvidas dentro do poder público".

"Esperamos medir a qualidade de vida na cidade em todos os aspectos, no Cotidiano do paulistano, incluindo aspectos objetivos e subjetivos. Com isso esperamos apurar como o paulistano avalia sua cidade, sua qualidade de vida e apontar para os poderes públicos onde os serviços não estamos funcionando", disse.

Além dos números em relação à segurança dos paulistanos, a pesquisa mostrou ainda que, para 39% dos entrevistados a qualidade de vida da cidade "melhorou muito" ou "melhorou um pouco". Porém, 55% das pessoas afirmaram que, se pudessem, mudariam de cidade. Em 2012 esse número era de 56%.

Entre os números positivos, Pereira destacou a melhoria nos sistemas de saúde público e privado. Neste último houve queda significativa na espera para consultas, de 16 para 7 dias, de exames, de 20 para 7 dias, e de procedimentos mais complexos, de 44 par 19 dias.

"A pesquisa apresenta poucas variações em relação ao ano passado. Por exemplo, a avaliação do transporte público e das tarifas melhorou, assim como a qualidade do SUS. Por outro lado a sensação de insegurança continua aumentando. Esse ano subiu para 93% e isso bate com os números da Secretaria de Segurança Pública que tem revelado aumento de furto de veículos e diminuído número de homicídios", disse o coordenador.

Por outro lado, o poder público segue mal avaliado pela população paulistana. Segundo a pesquisa, apenas 11% consideram a administração municipal "ótima ou boa"' sendo que em 2012 esse número era de 17%. 49% dos paulistanos consideram o trabalho da prefeitura "regular" e 39% avaliam como "ruim ou péssima".

O secretário municipal de Relações Governamentais, João Antonio, que representou o prefeito Fernando Haddad no evento, afirmou que o objetivo do segundo ano do petista é trabalhar para expandir o acesso da periferia à cultura, o que, segundo ele, irá melhorar o índice de aceitação. Além disso, o secretário afirmou que o número negativo ainda reflete à administração anterior, de Gilberto Kassab.

"Não diz respeito a um ano do prefeito Haddad. Isso é um sentimento geral em relação às administrações passadas. Claro que a nossa também está mal avaliada, não podemos negar. Essa questão da satisfação com a cidade você melhora quando amplia os espaços culturais, política de saúde, educação. Estamos priorizando isso no próximo período. Se conseguirmos fazer  uma boa gestão dialogando com esse sentimento da população eu tenho certeza que o 'ficar em São Paulo' vai melhorar substancialmente", disse.

A avaliação do trabalho dos vereadores também não é boa. Segundo a pesquisa, caiu de 11% para 6% os que consideram "ótima ou boa" e aumentou de 46% para 54% os que consideram "ruim ou péssima".

Fonte: Terra
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