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Negada prisão de agressor de pai e filho confundidos com gays

19 jul 2011
22h14
atualizado às 22h44
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Rose Mary de Souza
Direto de Campinas

O juiz Heitor Siqueira Pinto negou, no começo da noite desta terça-feira, o pedido de prisão temporária de um suspeito de agredir um homem de 42 anos e seu filho, de 18 anos, em São João da Boa Vista, a 176 km de São Paulo. O juiz justificou a negativa citando uma lei de 1989 que não autoriza a prisão temporária para suspeitos de lesão corporal. As vítimas foram agredidas na sexta-feira por um grupo de sete homens que os teriam confundido com um casal gay.

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O pedido à Justiça foi feito pela Policia Civil após a detenção de dois homens durante a tarde de hoje. Um deles confessou ter agredido as vítimas, mas ambos foram liberados.

De acordo com uma das testemunhas ouvidas pela polícia, uma vendedora ambulante cuja barraca ficava na frente de onde ocorreu o episódio, a agressão aconteceu por volta das 3h de sexta-feira, durante a Exposição Agropecuária Industrial e Comercial (Eapic). Pai e filho foram cercados e espancados por cerca de sete homens. Um deles arrancou com os dentes parte da orelha direita do autônomo de 42 anos, que estava desacordado no chão. Ele foi socorrido por uma ambulância e levado ao pronto-socorro. O seu filho de 18 anos teve ferimentos leves e passa bem.

Segundo o delegado do 1º Distrito Policial, Fernando Zucarelli, um dos suspeitos admitiu ter mordido a orelha da vítima. Outros suspeitos da agressão são esperados para darem suas versões ainda nesta semana. O delegado falou que o rapaz agredido ficou muito assustado e retornou a São Paulo onde estuda e mora.

De acordo com o delegado, as vítimas relataram que foram à feira acompanhados de suas namoradas. Assim que as mulheres foram ao banheiro, pai e filho ficaram sozinhos, abraçados. Um grupo se aproximou e perguntou se os dois eram gays. Instantes depois um grupo maior cercou os dois desferindo socos, chutes e pontapés.

Especial para Terra

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