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Navios japoneses são apreendidos por pesca irregular de atum no RS

17 ago 2013
15h50
atualizado às 15h50
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A Polícia Federal prendeu na manhã deste sábado, no porto de Salvador, o capitão do navio de pesca Kinsai Maru 58, depois que o homem, um japonês cujo nome não foi divulgado, foi flagrado por agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)  e homens da Marinha com material de pesca em desacordo com as regulamentações da atividade. Outros dois navios de bandeira japonesa foram detidos em Rio Grande (RS) e Natal (RN).

Segundo a PF, o Ibama recebeu uma denúncia de que três barcos com as mesmas características foram contratados por uma empresa com sede em Natal (RN) e estariam pescando atum de forma irregular no sul do País. Ainda de acordo com a PF, os navios estariam utilizando equipamentos fora dos padrões em vigor. 

Após a denúncia, a Marinha enviou navios para interceptar os barcos pesqueiros. Eles foram detidos e levados para os portos de Natal e Salvador. 

De acordo com a PF, o terceiro barco teria tentado aportar na cidade de Rio Grande (RS). No local foi constatada a irregularidade dos equipamentos, o que resultou na prisão do comandante do navio.

Além da irregularidades com o material de pesca, o Ibama detectou também que a tripulação dos navios não portava licença de pesca, documento obrigatório para a atividade.

Segundo a PF, com base no roteiro do navio e o mapa de bordo, não resta dúvida de que houve lançamento de linhas de pesca em águas brasileiras, no litoral do Rio Grande do Sul. O navio estava em deslocamento para Natal, onde a carga seria descarregada.

No navio levado ao porto de Salvador, foram encontradas irregularidades com o chumbo colocado próximo ao anzol e o cabo de toriline, utilizado para espantar aves que ficam próximas ao navio e das linhas de pesca. 

Nesse navio foi encontrada cerca de duzentas toneladas de pescado estocado, a maioria atum. De acordo com a PF, o japonês, que é capitão do barco, foi preso em flagrante por crime contra o meio ambiente. A pena varia de um a três anos ou multa. O estrangeiro pagou fiança e responderá pelo crime em liberdade. 

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Fonte: Terra
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