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11 de agosto de 2009 • 02h34

Miliciano preso no PA responderá por 3 assassinatos

 

Preso no domingo em uma praia no sudeste do Pará, o miliciano Fabiano Vieira da Rocha, conhecido Fabi, terá que esclarecer sua suposta participação em pelo menos três assassinatos. Apesar da suspeita de comandar dezenas de homicídios na zona norte, poucas testemunhas procuraram a polícia nos últimos meses para colocar no papel denúncias contra Fabi e sua quadrilha.

Um dos casos em que o miliciano foi denunciado refere-se à morte de Fabio Gomes Coutinho, o FB, e a namorada Juliana Moreira Sobral, em fevereiro. FB era considerado um dos homens de confiança do ex-PM Fabrício Fernandes Mirra - preso por chefiar a milícia de 23 comunidades no Rio. Em depoimento na 32ª DP (Taquara), o irmão de Juliana, Renato Sobral, disse que FB provocou a ira de Fabi por ser informante da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DH-BF). No dia do crime, Fabi e outros dois homens foram vistos na Praça do Outeiro Santo, em Jacarepaguá - próximo ao local da execução do casal.

Outro caso foi relatado por um ex-integrante da milícia em abril de 2009 na Delegacia de Repressão às Atividades Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE). Julio Cesar Fialho Alves contou à polícia que, em janeiro, Fabi matou um taxista e a mulher, na Praça Mapuá, em Jacarepaguá, pelo não-pagamento de uma dívida. Até agora, dos 13 integrantes da quadrilha de Mirra, seis continuam foragidos da Justiça.

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