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Mensagens mostram susto de brasileira ao descobrir droga

4 nov 2010
03h43
atualizado às 05h27
Gabriel Toueg
Direto de Tel Aviv

Em uma troca de mensagens pelo site Facebook entre Lilian Lichewitz, detida em Tel Aviv na madrugada da última terça-feira, e Shmuel Shoel, de São Paulo, a brasileira parece assustada ao descobrir que a mochila que ela recebera no hotel em que estava hospedada com os pais continha drogas.

De acordo com as mensagens, obtidas através de documento da Polícia com exclusividade pelo Terra, Shoel teria pedido a Lilian que levasse a mochila de Israel para o Brasil. Ela teria concordado em atendê-lo sem saber do que se tratava. Ao organizar a mochila e verificar seu peso, a garota constatou que havia embalagens abertas de bolos e chocolates de fabricação israelense com haxixe oculto.

Na troca de mensagens, Lilian escreve a Shoel: "Estou muito triste e decepcionada com você. Eu ia levar toda a sua bagagem, quando fui rearrumar a sua mochila encontrei embalagens abertas cheirando muito, muito você sabe o quê". Mais adiante ela menciona que o cheiro seria da droga. "Cara, você queria que eu fosse presa? Pior, minha mãe viu eu tirando (a droga). Sua mochila vai ficar aqui".

Em resposta, Shoel escreve: "Como assim, pelo amor de Deus, como assim? Quem te entregou a mala? Não sei o que está acontecendo. Peço milhões de desculpas por isso. Jamais faria isso com você, jamais. Como assim muita droga? Cocaína? Maconha? Onde tava? Dentro da mala? Vou investigar o que aconteceu". Não houve resposta dela depois.

As mensagens entre Lilian e Shmuel foram trocadas na última segunda-feira, 1 de novembro, aparentemente antes de a moça e os pais se dirigirem ao aeroporto Ben Gurion, onde foram detidos na madrugada seguinte. No dia 2 às 16h43 (horário de Brasília) Shoel voltou a escrever a Lilian perguntando se ela havia chegado bem. "Quero te ligar e saber de tudo certinho". Outra vez, não houve resposta.

Detenção
Lilian, 27 anos, e os pais, Victor Lichewitz, 74, e Elza Lichewitz, 61, foram retirados do avião pela polícia e pela Interpol sob suspeita de tráfico de drogas, momento antes da decolagem e após denúncia de um funcionário de um hotel de Tel Aviv, a quem Lilian teria entregue a mochila contendo haxixe.

Os três continuam detidos em Tel Aviv, seguindo a determinação de um juiz israelense, para permitir que as investigações continuem. Até o momento, a Embaixada do Brasil em Tel Aviv não pôde se comunicar com a família.

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Fonte: Especial para Terra
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