Polícia

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23 de abril de 2009 • 16h24 • atualizado às 20h28

Menino encontrado morto com o pai é enterrado em SP

O apartamento fica em uma região nobre da zona sul de São Paulo
Foto: Stephan Solon / Futura Press

Andressa Tufolo

Direto de São Paulo


Foi enterrado na tarde desta quinta-feira no cemitério Parque dos Girassóis, em Parelheiros, zona sul de São Paulo, o corpo do menino Luis Renato, 5 anos, encontrado morto na tarde de quarta-feira ao lado do corpo do pai, o advogado e professor universitário Renato Ventura Ribeiro, no apartamento dele, em Mirandópolis, bairro nobre da zona sul de São Paulo.

A Polícia Militar (PM) encontrou, por volta das 16h de ontem, os corpos do professor de Direito da Universidade de São Paulo e de seu filho deitados na cama e em avançado estado de decomposição. Uma pistola que foi encontrada no local é a provável arma do crime.

Segundo a administração do cemitério, o corpo de Luis Renato chegou às 13h e o velório durou cerca de 30 minutos. O sepultamento aconteceu às 13h45.

Ainda de acordo com a administração, cerca de 70 pessoas compareceram ao enterro. Não foi permitida a entrada da imprensa no local.

Segundo a administração do cemitério, a família da criança pediu para que o nome escrito na placa de localização fosse mudado de Luis Menina Renato Ventura Ribeiro para Luis Menina, apenas com o sobrenome materno.

Segundo Nilton Santos da Costa, advogado auxiliar do 16º Distrito Policial, onde o caso foi registrado, o enterro do advogado será na Praia Grande, litoral do Estado, no fim desta tarde.

Homicídio seguido de suicídio
Questionado ontem sobre a hipótese de homicídio seguido de suicídio, o delegado do caso, Virgílio Guerreiro Neto, concorda. "Pela experiência, não vejo chance de ser algo diferente", disse. Entre os motivos para a versão, o delegado aponta uma recente disputa judicial pela guarda do menino perdida e algumas ameaças. "Segundo a mãe, violento ele não era, mas eles tinham uma relação de disputa pelo filho. Ele fazia ameaças de que ia sumir com a criança", disse Guerreiro.

Ribeiro apanhou o filho na última sexta-feira e deveria devolvê-lo no domingo, dia do aniversário da mãe. Após desconfiar da demora na entrega da criança e sem conseguir falar com o pai, a mãe registrou um Boletim de Ocorrência do descumprimento da determinação judicial de devolver a criança na segunda-feira.

O menino era filho de um relacionamento amoroso de poucos meses entre o casal. "Eles nunca foram casados nem moraram juntos", disse o delegado. O pai tinha direito de ver o filho a cada 15 dias e lutava na Justiça pelo direito de morar no apartamento onde vivia há 10 anos com ele. Uma amiga da família que não quis se identificar afirmou que Ribeiro "adorava" o filho. Ribeiro foi descrito como um homem quieto e profissional eficiente pela mesma pessoa.

Terra