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Lula dá aval a Jobim para mandar toda ajuda que Rio pedir

25 nov 2010
19h46
atualizado em 26/11/2010 às 22h03
Luciana Cobucci
Direto de Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu aval ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, para que ele envie toda a ajuda que o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), julgar necessária para conter os ataques que milícias e traficantes estão promovendo no Estado. Nesta quinta-feira, Jobim recebeu o deputado Raul Jungmann (PPS-PE), que é membro da Comissão de Defesa Nacional da Câmara, em uma reunião.

Segundo Jungmann, Jobim está esperando uma ligação do governador Cabral. "O ministro está aguardando Cabral dizer o que precisa. Podem ser helicópteros, apoio logístico, serviço de inteligência, o que for necessário", disse. O Ministério da Defesa já cedeu veículos blindados para transportar policiais do Bope morro acima.

Jungmann afirmou, ainda, que vai propor uma subcomissão de Segurança Pública, dentro da Comissão de Defesa Nacional, para que os parlamentares possam conferir pessoalmente a situação no Rio de Janeiro.

O deputado acredita que, passada a crise, é necessário reformar a polícia. "É preciso botar para fora quem é corrupto, quem participa do mercado de armas e de drogas. A polícia é a raiz e a solução do problema. Há policiais bons, que protegem, mas há policiais que facilitam o acesso dos bandidos a armas e são coniventes com a bandidagem", afirmou.

Até esta quinta-feira, 32 pessoas morreram na onda de violência.

Violência
Os ataques tiveram início na tarde de domingo, dia 21, quando seis homens armados com fuzis abordaram três veículos por volta das 13h na Linha Vermelha, na altura da rodovia Washington Luis. Eles assaltaram os donos dos veículos e incendiaram dois destes carros, abandonando o terceiro. Enquanto fugia, o grupo atacou um carro oficial do Comando da Aeronáutica (Comaer) que andava em velocidade reduzida devido a uma pane mecânica. A quadrilha chegou a arremessar uma granada contra o utilitário Doblò. O ocupante do veículo, o sargento da Aeronáutica Renato Fernandes da Silva, conseguiu escapar ileso. A partir de então, os ataques se multiplicaram.

Na segunda-feira, cartas divulgadas pela imprensa levantaram a hipótese de que o ataque teria sido orquestrado por líderes de facções criminosas que estão no presídio federal de Catanduvas, no Paraná. O governo do Rio afirmou que há informações dos serviços de inteligência que levam a crer no plano de ataque, mas que não há nada confirmado. Na terça, a polícia anunciou que todo o efetivo foi colocado nas ruas para combater os ataques e foi pedido o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para fiscalizar as estradas. Foram registrados 12 presos, três detidos e três mortos.

Na quarta-feira, com o policiamento reforçado e as operações nas favelas, 15 pessoas morreram em confronto com os agentes de segurança, 31 foram presas e dois policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) se feriram, no dia mais violento até então. Entre as vítimas dos confrontos, está uma adolescente de 14 anos, que morreu após ser baleada nas costas. Além disso, 15 carros, duas vans, sete ônibus e um caminhão foram queimados no Estado.

Ainda na quarta-feira, o governo do Estado transferiu oito presidiários do Complexo Penitenciário de Gericinó, na zona oeste do Rio, para o Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná. Eles são acusados de liderar a onda de ataques. Outra medida para tentar conter a violência foi anunciada pelo Ministério da Defesa: o Rio terá o apoio logístico da Marinha para reforçar as ações de combate aos criminosos. Até quarta-feira, 23 pessoas foram mortas, 159 foram presas ou detidas e 37 veículos foram incendiados no Estado.

Fonte: Redação Terra

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