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Justiça nega arquivar inquérito de maus-tratos contra Joanna

5 out 2010
19h32
atualizado às 19h54

O Procurador-Geral de Justiça do Rio de Janeiro, Cláudio Lopes, rejeitou o pedido de arquivamento do inquérito policial que apurou supostos maus-tratos cometidos contra a menina Joanna Cardoso Marcenal Marins, em 2007, pelo pai, André Rodrigues Marins. Conforme o parecer técnico da Procuradoria-Geral de Justiça, as informações colhidas no Inquérito da 52ª DP (Nova Iguaçu) não trazem elementos suficientes para a denúncia ou para o arquivamento neste momento e a investigação continua.

O caso ganhou notoriedade na imprensa depois que Joanna morreu em agosto no Hospital Amiu, em Botafogo, onde passou 26 dias em coma. A menina foi internada no CTI com edema cerebral, hematomas nas pernas e sinais de queimaduras nas nádegas e no tórax, segundo parentes. A suspeita era que ela teria sido espancada e torturada pelo pai.

Antes de chegar ao Amiu, ela foi levada ao Hospital Rio Mar, na zona oeste, onde foi atendida por um estudante de Medicina, acusado de lhe dar alta mesmo estando desacordada. Ele foi denunciado pelo Ministério Público por exercício ilegal da Medicina com resultado de morte e está foragido.

Lopes determinou que outro promotor de Justiça seja designado para substituir Elisa Ramos Pittaro Neves, que encerrou a investigação. A Procuradoria concluiu que o arquivamento, baseado na avaliação psicológica de Joanna, em 2007, foi prematura.

Fonte: Redação Terra

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