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Justiça deve ouvir Elize Matsunaga nesta quarta-feira

30 jan 2013
07h45
atualizado às 07h46
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A Justiça de São Paulo deverá ouvir nesta quarta-feira a mulher e a amante do empresário Marcos Matsunaga, morto no dia 19 de maio de 2012 na capital paulista. A bacharel em Direito e técnica em enfermagem Elize Araújo Kitano Matsunaga, mulher e assassina confessa de Marcos, será ouvida a partir das 10h no Fórum da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo. Além dela, a Justiça também convocou a modelo Nathalia Vila Real Lima, 24 anos, apontada como amante do empresário.

Elize Matsunaga foi presa pela morte do marido, Marcos Matsunaga
Elize Matsunaga foi presa pela morte do marido, Marcos Matsunaga
Foto: Diogo Moreira/Frame / Terra

Segundo a investigação policial, Elize teria matado e esquartejado o marido após descobrir a traição dele com a modelo.  A etapa de hoje, chamada de audiência de instrução, servirá para o juiz determinar se há indícios suficientes para que a ré seja submetida ao júri popular.

O caso
Executivo da Yoki, Marcos Kitano Matsunaga, 42 anos, foi considerado desaparecido em 20 de maio deste ano. Sete dias depois, partes do corpo foram encontradas em Cotia, na Grande São Paulo. Segundo apuração inicial, o empresário foi assassinado com um tiro e depois esquartejado.

Principal suspeita de ter praticado o crime, a mulher dele, a bacharel em Direito e técnica em enfermagem Elize Araújo Kitano Matsunaga, 38 anos, teve a prisão temporária decretada pela Justiça no dia 4 de junho. Eles eram casados há três anos e têm uma filha de 1 ano. O empresário era pai também de um filho de 3 anos, fruto de relacionamento anterior.

De acordo com as investigações, no dia 19 de maio, a vítima entrou no apartamento do casal, na zona oeste da capital paulista e, a partir daí, as câmeras do prédio não mais registram a sua saída. No dia seguinte, a mulher aparece saindo do edifício com malas e, quando retornou, estava sem a bagagem.

Durante perícia no apartamento, foram encontrados sacos da mesma cor dos utilizados para colocar as partes do corpo esquartejado do executivo. Além disso, Elize doou três armas do marido à Guarda Civil Metropolitana de São Paulo antes de ser presa. Uma das armas tinha calibre 380, o mesmo do tiro que matou o empresário.

Em depoimento, dois dias depois de ser presa, Elize confessou ter matado e esquartejado o marido em um banheiro do apartamento do casal. Ela disse ter descoberto uma traição do empresário e que, durante uma discussão, foi agredida. A mulher ressaltou ter agido sozinha.

No dia 19 de junho, o juiz Adilson Paukoski Simoni, da 5ª Vara do Júri no Fórum da Barra Funda, aceitou a denúncia do Ministério Público de São Paulo e decretou a prisão preventiva da acusada.

Fonte: Terra
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