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21 de maio de 2010 • 11h30 • atualizado às 11h54

Justiça de GO condena 2 por morte de jovem em boate

 

A Justiça de Goiás condenou na quinta-feira dois envolvidos de participar de uma briga na porta da boate Santa Fé Hall, em Goiânia (GO), na madrugada do dia 11 de janeiro de 2009, segundo informou a corte nesta sexta-feira. O estudante de Farmácia Higor Bruno Borges Esteves, 23 anos, morreu durante a confusão com um tiro na nuca. O júri considerou que os dois foram culpados pela morte. Gedielson Rodrigues recebeu pena de 20 anos e 8 meses e Olcimar Soares Eduardo, 17 anos.

O estudante foi baleado e morto enquanto trocava socos e chutes com quatro rapazes, entre eles o suposto autor do disparo. Seu amigo, o representante comercial Marcondes José da Silva, 23 anos, que também se envolveu na discussão, foi ferido com um tiro de raspão na barriga.

No indiciamento apresentado à Justiça, Gedielson Rodrigues foi apontado como o autor do tiro. Ele teria efetuado 18 disparos na porta da boate, a maioria para o alto. Ocilmar, segundo a denúncia, teria orientado o colega a atirar contra as vítimas.

Motivação
A motivação do crime não ficou clara durante a investigação, que precisou ser concluída em 10 dias por se tratar de um crime em que os réus foram presos em flagrante, disse a delegada adjunta da Delegacia de Homicídios e responsável pelas investigações, Adriana Ribeiro Barros.

No inquérito, Adriana apontou vários fatos que podem ter ocasionado a briga que resultou na morte de Esteves, a começar pela inclusão de uma mesa extra na área VIP da boate para o grupo de Rodrigues, obstruindo a visão da outra turma, o que os deixou irritados. A mesa foi retirada após pedido do grupo de Esteves.

A namorada de um dos agressores disse que Marcondes teria esbarrado em um dos jovens que fariam parte do grupo, ato seguido de empurrões e ofensas. Também foi dito que um dos amigos de Esteves flertou com a namorada de um dos rapazes.

Marcondes disse que não sabia o que levou o grupo de Rodrigues a agredi-los. Ele admitiu que brigou com alguém na boate, mas que não era da turma dos supostos agressores.

Redação Terra