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Justiça corrige para 25 número de réus na 2ª fase do Carandiru

Um dos réus listados para julgamento nesta semana morreu, segundo informações do Tribunal de Justiça

30 jul 2013
17h47
atualizado às 18h08
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O juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo, que preside a segunda etapa do júri do Massacre do Carandiru, informou nesta terça-feira que 25 policiais militares serão julgados pelas mortes do terceiro pavimento da penitenciária, e não 26. A mudança ocorre porque um dos réus listados para ir a julgamento morreu. 

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Originalmente, 30 PMs foram acusados pelas mortes do terceiro pavimento. Desde o massacre, em 1992, três desses réus morreram e um foi interditado com problemas psicológicos. Dos 26 listados para o julgamento, três não haviam comparecido na segunda-feira - dois apresentaram atestado médico, enquanto um atestado de óbito foi juntado ao processo.

O processo do Carandiru foi separado em quatro julgamentos, divididos pelas ações policiais referentes a cada um dos quatro andares do Pavilhão 9. O episódio ficou conhecido como o maior massacre do sistema penitenciário brasileiro. No dia 2 de outubro de 1992, os policiais acusados entraram no Pavilhão 9 da Casa de Detenção para reprimir uma rebelião. A ação resultou em 111 detentos mortos e 87 feridos.

Relembre o caso
Em 2 de outubro de 1992, uma briga entre presos da Casa de Detenção de São Paulo - o Carandiru - deu início a um tumulto no Pavilhão 9, que culminou com a invasão da Polícia Militar e a morte de 111 detentos. Os policiais são acusados de disparar contra presos que estariam desarmados. A perícia constatou que vários deles receberam tiros pelas costas e na cabeça.

Entre as versões para o início da briga está a disputa por um varal ou pelo controle de drogas no presídio por dois grupos rivais. Ex-funcionários da Casa de Detenção afirmam que a situação ficou incontrolável e por isso a presença da PM se tornou imprescindível.

A defesa afirma que os policiais militares foram hostilizados e que os presos estavam armados. Já os detentos garantem que atiraram todas as armas brancas pela janela das celas assim que perceberam a invasão. Do total de mortos, 102 presos foram baleados e outros nove morreram em decorrência de ferimentos provocados por armas brancas. De acordo com o relatório da Polícia Militar, 22 policiais ficaram feridos.

Fonte: Terra
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