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Juiz nega pedido para adiar julgamento do casal Nardoni

22 mar 2010
16h00
atualizado às 16h22
Fabiana Leal
Direto de São Paulo

A defesa de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, réus pela morte de Isabella Nardoni em 2008, pediu o adiamento do julgamento, que foi negado pelo juiz Maurício Fossen. O motivo não foi divulgado.

Apesar da aglomeração, não há tumulto em Fórum

O julgamento começou às 14h17 desta segunda-feira com o sorteio dos jurados no Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo. O início estava previsto para as 13h. Dezenas de pessoas, entre jornalistas, estudantes, curiosos e manifestantes pedindo justiça, acompanham o caso, que comoveu a opinião pública nacional, do lado de fora do tribunal.

O pedreiro Gabriel dos Santos Neto, que não havia sido localizado até a última sexta-feira, está no fórum e deve ser uma das testemunhas mais importantes da defesa do casal Nardoni. Santos Neto trabalhava em uma construção ao lado do edifício London, onde Isabella morreu. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o pedreiro disse que a construção foi arrombada na mesma noite do crime, mas desmentiu em depoimento à polícia.

O caso
O julgamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá começou em 22 de março e deve durar cinco dias. O júri popular ouve 23 testemunhas - 17 convocadas pela equipe de defesa do casal Nardoni, três compartilhadas entre os advogados e o Ministério Público e três da assistente de acusação.

Isabella tinha 5 anos quando foi encontrada ferida no jardim do prédio onde moravam o pai e a madrasta, na zona norte de São Paulo, em 29 de março de 2008. Segundo a polícia, ela foi agredida, asfixiada, jogada do sexto andar do edifício e morreu após socorro médico. O pai e a madrasta foram os únicos indiciados, mas sempre negaram as acusações e alegam que o crime foi cometido por uma terceira pessoa que invadiu o apartamento.

Fonte: Redação Terra
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