Polícia

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16 de setembro de 2013 • 15h02 • atualizado às 15h12

Jovem morta pela mãe disse a amigo que ‘algo estranho’ estava acontecendo

Giovanna Victorazzo teria dito ao amigo que algo "estranho"estava acontecendo
Foto: Facebook / Reprodução

A estudante Giovanna Knorr Victorazzo, 14 anos, uma das duas irmãs mortas no último final de semana no bairro do Butantã, na zona oeste de São Paulo, disse ao seu melhor amigo que havia algo “estranho” ocorrendo e que ela só poderia contar pessoalmente. A conversa teria ocorrido poucos dias antes do crime, que tem como principal suspeita de autoria a mãe das jovens, a corretora de imóveis Mary Vieira Knorr, 53 anos.

Segundo contou ao Terra o adolescente de 14 anos, que se disse melhor amigo de Giovanna, os dois conversaram por telefone há alguns dias e ela fez essa declaração. Porém, como ele teve que viajar, o encontro entre os dois nunca ocorreu. “Se tem relação com o ocorrido (o crime), não sei. Não posso dizer”, falou o adolescente durante o enterro da amiga e da irmã dela, Paola Knorr Victorazzo, 13 anos.

O adolescente falou que a amiga estava com algum problema, mas não detalhou o que estava ocorrendo. Os dois, inclusive, planejavam uma viagem de intercâmbio que fariam juntos aos Estados Unidos. Agora, com a morte da colega, ele disse que ainda não sabe se vai prosseguir com os planos.  “Não sei se faço (o intercâmbio) em homenagem a ela, estou pensado ainda”, disse.

Outros amigos das adolescentes assassinadas compareceram ao funeral, realizado na cidade de Taboão da Serra, na Grande São Paulo. Questionados sobre o temperamento das garotas, os colegas as descreveram como brincalhonas, sorridentes e alegres.

Amigos compareceram ao enterro das adolescentes, em Taboão da Serra (SP)
Foto: Terra

Morte em família
As adolescentes Giovanna Knorr Victorazzo, 14 anos, e Paola Knorr Victorazzo, 13 anos, foram encontradas mortas no sábado na casa onde moravam, no Butantã, na zona oeste da capital paulista. Segundo a Polícia Militar, a mãe das vítimas confessou o crime a policiais, que invadiram a residência na rua Doutor Romeu Ferro para impedir que ela cometesse suicídio. O cão da família também foi morto pela agressora.

A irmã mais nova Paola também foi morta dentro de casa
Foto: Facebook / Reprodução

De acordo com o tenente Santana, que atendeu a ocorrência, o filho mais velho de Maty Vieira Knorr acionou a Polícia Militar, relatando que não estava conseguindo entrar em contato com a mãe por algum tempo. "Ele relatou que ela estaria tentando se suicidar. A equipe entrou na residência com o apoio dos bombeiros, e encontramos a mulher muito perturbada. Falou algumas coisas das filhas, que passava por problemas financeiros, mas estava muito confusa", relatou o PM.

Ao perguntar sobre as irmãs, o filho decidiu procurar no quarto das meninas, onde encontrou as vítimas mortas. Segundo o tenente Santana, uma das meninas foi asfixiada pela mãe, e a outra, enforcada. "Ela estava muito perturbada, acabou confessando o crime, falou que tinha matado as filhas", disse.

Em buscas pela residência, os policiais também encontraram o animal de estimação da família, que também foi morto pela mulher, asfixiado com o uso de uma sacola plástica. "Ela tomou muitos remédios antidepressivos e chegou a abrir o gás do fogão para se matar", disse o tenente.

A mãe das jovens foi indiciada pela morte das filhas e continua internada no Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (USP), para onde foi levada após ser encontrada pela polícia. Segundo o plantão policial do 14º DP (Pinheiros), onde a ocorrência foi registrada, a acusada permanecia em coma e não havia previsão de alta. Assim que deixar o hospital, a corretora deverá prestar depoimento.

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Terra