1 evento ao vivo

Jornal britânico chama lavrador do MA de 'Fritzl brasileiro'

10 jun 2010
18h35
atualizado às 22h46

O jornal britânico Telegraph publicou nesta quinta-feira, em sua edição online, uma reportagem sobre a prisão do lavrador José Agostinho Pereira, 54 anos, no interior do Maranhão, acusado de abusar sexualmente de uma filha e ter sete crianças com ela. O periódico compara o caso ao do austríaco Josef Fritzl, condenado em 2009 por manter a filha presa por 24 anos e ter também sete filhos com ela.

José Agostinho Bispo Pereira, 54 anos, foi preso em Pinheiro (MA)
José Agostinho Bispo Pereira, 54 anos, foi preso em Pinheiro (MA)
Foto: Eveline Cunha / Especial para Terra

O caso de Pereira ganhou repercussão internacional após a prisão do lavrador, na terça-feira. O jornal informa ainda que autoridades disseram que as crianças "aparentavam sofrer de subnutrição e mal conseguiam se comunicar umas com as outras. A maioria estava sem roupas."

A reportagem destaca também que a família vivia isolada na localidade de Experimento, na cidade de Pinheiro. O pai teria ameaçado agredir a filha caso ela revelasse os abusos a que era submetida. Depois de uma denúncia anônima, a polícia foi enviada ao local e vigiou a rotina do grupo antes da prisão do lavrador.

Um policial que participou da prisão e não quis se identificar disse ao Telegraph que Pereira "confessou tudo". Em entrevista à imprensa brasileira, no entanto, o lavrador foi questionado se havia engravidado a filha. Em resposta, ele negou apenas a paternidade da primeira criança - um garoto de 12 anos. "Tenho seis filhos", afirmou.

O caso foi tema também na página da emissora CNN. Segundo o site, o lavrador disse saber que "é um crime". "Mas ela estava cometendo o crime também", afirmou.

De acordo com a emissora, Pereira disse que "um lavrador só faz coisas porque os outros consentem, porque se o outro não consente, a pessoa não faz". A CNN lembra também que a polícia pediu exames para verificar se ele também abusou das filhas-netas.

Fonte: Redação Terra
publicidade