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Irmão diz que atirador contou ter vontade de destruir avião

7 abr 2011
21h53
atualizado às 22h01

Wellington Menezes de Oliveira foi um adolescente ausente de tudo, que não se relacionava com ninguém. Quem expõe o passado do atirador que matou pelo menos 12 alunos na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio de Janeiro, é seu irmão, que pediu para não ser identificado por medo de represálias. As informações são do Jornal Nacional .

Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos, foi baleado e se matou
Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos, foi baleado e se matou
Foto: Jadson Marques / Agência Estado

Veja localização de escola invadida por atirador

O irmão diz que Wellington era o caçula, e que foi adotado ainda bebê. Segundo ele, a mãe biológica do atirador tinha problemas mentais. "Ela tentou o suicídio, e mesmo depois que o Wellington nasceu, ela apresentou alguns problemas mentais", afirmou. O irmão ainda diz que o matador realizava pesquisas sobre tiros e que chegou a afirmar que estava com vontade de destruir um avião, fazendo menção aos atentados terroristas de 11/09 nos Estados Unidos. Wellington chegou a frequentar algumas consultas psicológicas, mas abandonou o tratamento.

Atentado
Um homem matou pelo menos 12 estudantes a tiros ao invadir a Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, na manhã do dia 7 de abril. Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos, era ex-aluno da instituição de ensino e se suicidou logo após o atentado. Segundo a polícia, o atirador portava duas armas e utilizava pelo menos 10 dispositivos para recarregar os revólveres rapidamente. As vítimas tinham entre 12 e 14 anos. Outras 18 ficaram feridas.

Wellington atirou em duas pessoas ainda fora da escola e entrou no local alegando ser palestrante. Ele se dirigiu até uma sala de aula e passou a atirar na cabeça de alunos. A ação só foi interrompida com a chegada de um sargento da Polícia Militar, que estava a duas quadras da escola. Ele conseguiu acertar o atirador, que se matou em seguida. Em uma carta, Wellington não deu razões para o ataque - apenas pediu perdão de Deus e que nenhuma pessoa "impura" tocasse em seu corpo.

Terra

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