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IML nega laudo sobre morte de menina atendida por estudante

27 set 2010
17h48
atualizado às 21h28

O Instituto Médico Legal (IML) do Rio divulgou nota na tarde desta segunda-feira em que nega a realização de laudo preliminar sobre a causa da morte da menina Joanna Cardoso Marcenal Marins, 5 anos. Segundo o comunicado, o órgão ainda não concluiu os exames complementares e o resultado só será divulgado ao fim de todo o procedimento. Mais cedo, foi divulgado que um quadro de meningite seria a causa da morte da criança.

Joanna morreu em agosto no Hospital Amiu, em Botafogo, onde passou 26 dias em coma. A menina foi internada no CTI com edema cerebral, hematomas nas pernas e sinais de queimaduras nas nádegas e no tórax, segundo parentes. A suspeita era que ela teria sido espancada e torturada pelo pai. Antes de chegar ao Amiu, ela foi levada ao Hospital Rio Mar, na zona oeste, onde foi atendida por um estudante de Medicina, acusado de lhe dar alta mesmo estando desacordada. Ele foi denunciado pelo Ministério Público por exercício ilegal da Medicina com resultado de morte e está foragido.

Parentes da menina promoveram no domingo um protesto silencioso na avenida Atlântica, em Copacabana, zona sul do Rio. De acordo com a mãe da menina, Cristiane Cardoso, o objetivo da caminhada foi exigir que a Justiça não deixe o caso sem punição. Cerca de 60 pessoas caminharam com uma tarja vermelha na boca.

Íntegra da nota oficial do IML-RJ
"A direção do Instituto Médico Legal Afrânio Peixoto (IML AP), faz por meio desta, seu posicionamento oficial quanto aos fatos veiculados na imprensa, no dia 27 de setembro de 2010. O laudo pertinente ao corpo de Joanna Cardoso Marcenal Marins não está pronto, aguardando a realização de exames complementares. Não há, nem haverá laudo preliminar sobre este caso. A causa da morte veiculada pela imprensa é mera especulação por quem já teve acesso e não soube interpretar o teor do documento enviado pela chefe de setor de histopatologia do IML-AP a esta direção.

O exame atual necessita confirmação por técnica de imunohistoquímica, o qual não é realizado neste instituto, a fim de um diagnóstico preciso e conclusivo sobre a causa da morte. As diversas lesões descritas quando da realização do exame de corpo de delito, quando a periciada ainda estava viva, também são objeto de estudo e estão em fase final de análise. O objeto do exame pericial é esclarecimento de um fato de interesse da justiça. E é baseado nisto que estamos envidando todos os esforços para que seja realizado uma prova técnica de excelente padrão e qualidade".

Fonte: O Dia

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