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Homem armado que ameaçou Planalto levou 1 hora para se render

29 set 2011
12h35
atualizado às 15h34
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O homem que tentou invadir o Palácio do Planalto na manhã desta quinta-feira, em Brasília, para entregar uma carta à presidente Dilma Rousseff permaneceu cerca de uma hora armado na portaria da sede da Presidência da República. Após se render, Maycon Kuster Pinheiro, 31 anos, natural do Espírito Santo, foi interrogado por seguranças do Planalto e será encaminhado a uma delegacia da Polícia Federal (PF).

Após se render, manifestante foi levado por policiais federais
Após se render, manifestante foi levado por policiais federais
Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil

Pinheiro chegou à portaria do Palácio do Planalto por volta das 9h40. Armado com uma pistola calibre 38, o homem chegou a apontar a arma contra si mesmo e a ameaçar se matar com um tiro no pescoço. Transtornado, Pinheiro afirmou que só tentou a medida extrema de ir armado diretamente ao Palácio do Planalto por não conseguir "ajuda por meios legais". Após intenso tumulto, o manifestante se entregou à segurança às 10h45.

A carta que gostaria de ter entregado à presidente Dilma Rousseff relata que ele teria sido violentado em 2004 por dois policiais supostamente a mando de uma ex-namorada, identificada apenas como Priscila. No documento, ele também informa que, em 2006, os mesmos policiais o violentaram novamente.

Naquele mesmo ano, Maycon Pinheiro diz ter recebido uma oferta do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva para obter um cargo como diplomata e a garantia de receber a quantia de R$ 1 bilhão "para executar membros da facção criminosa Scuderie Le Coq", um grupo paramilitar que atuava no Rio de Janeiro e no Espírito Santo.

Com informações da Agência Brasil.

Terra

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