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Haddad poupa Alckmin sobre ação na Cracolândia e elogia PM

Um dia após ação do Denarc na Cracolândia, prefeito de SP disse que reação do governador "foi boa" ao saber que policiais civis agiram na região

24 jan 2014
13h30
atualizado às 14h50
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O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), evitou críticas ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) nesta sexta-feira a respeito da atuação da Polícia Civil, no dia anterior, na Cracolândia. Haddad também exaltou o trabalho na Polícia Militar na região na parceria pelo programa municipal “Braços Abertos”, que visa à retirada dos dependentes químicos por meios de ações sociais integradas e reinsserção à sociedade.

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, conversa com equipe de governo e técnicos durante apresentação de rede wi-fi gratuita no Páteo do Colégio, centro histórico da capital paulista. Até junho, rede estará em 120 localidades de SP
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, conversa com equipe de governo e técnicos durante apresentação de rede wi-fi gratuita no Páteo do Colégio, centro histórico da capital paulista. Até junho, rede estará em 120 localidades de SP
Foto: Janaina Garcia / Terra

 "A própria Polícia Militar trabalhou para acalmar essas pessoas; é preciso reconhecer que a corporação foi e tem sido uma grande parceira da prefeitura", defendeu.

Ontem à tarde, moradores da rua Barão de Piracicaba relataram uso de balas de borracha, spray de pimenta e bombas de gás lacrimogêneo por policiais do Denarc (Departamento de Narcóticos) que buscavam traficantes na Cracolândia. A diretora do órgão, a delegada Elaine Biasoli, negou, à noite, que balas de borracha tenham sido usadas e classificou a ação de repressão ao tráfico como “certíssima”.

Hoje, Haddad admitiu ter conversado por telefone, ontem, com Alckmin, mas não disse se, pelo que foi falado, o tucano sabia da ação do Denarc na Cracolândia.

“A reação dele foi boa. É sempre boa”, resumiu o prefeito. De acordo com ele, o trabalho dos agentes de saúde e assistência social foi retomado hoje “normalmente” com usuários que queiram aderir ou já aderiram ao “Braços Abertos”.

“Nosso trabalho agora vai ser motivar esses agentes, que ontem ficaram um pouco abalados, assim como motivar os beneficiários para que retomem as atividades normalmente – hoje é o primeiro dia de pagamento em uma semana, e a frequência desses trabalhadores só faz aumentar”, definiu o prefeito, que enfatizou: “Podem espernear: nós vamos fazer aquele trabalho (o “Braços Abertos”) acontecer.”

Haddad falou com a imprensa no Páteo do Colégio, centro histórico da capital paulista, durante o lançamento da rede Wi-Fi gratuita em praças e distritos da cidade. Até junho, ao custo de R$ 10 milhões, a previsão é que a rede esteja implantada em 120 localidades – entre as quais o vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp).

Secretário diz que viu arma de bala de borracha

Para o secretário municipal de Segurança Urbana, Roberto Porto, beneficiários do programa “se mostraram revoltados” com a ação policial do dia anterior.

“Acalmamos essas pessoas, pois havia ainda a preocupação de que o programa municipal fosse interrompido, o que não vai acontecer”, afirmou Porto. “Cabe ao governo do Estado agora analisar a atuação da Polícia Civil, que, para nós, foi exagerada”, complementou.

O secretário estava ontem na região da Cracolândia durante a ação do Denarc. Indagado sobre a negativa do órgão policial sobre uso de bala de borracha –a chefe do Denarc afirmou, ontem, que os policiais de lá sequer contam com esse tipo de munição --, Porto relatou: “Temos indicativo de pessoas atendidas no ‘Braços Abertos’ que  foram atingidas por balas de borracha, e eu, mesmo, presenciei policiais civis com arma disparadora de bala de borracha. Se não tinha munição, se era só para intimidar, cabe apuração do Estado.”

Fonte: Terra
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