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Ex-advogada de Dilma rechaça investigação de luta armada na ditadura

15 mai 2012
03h46
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Integrante da Comissão da Verdade, a advogada Rosa Cunha, ex-defensora de presos políticos - entre eles a presidente Dilma Rousseff -, afirmou que o órgão foi criado para investigar os crimes de agentes de Estado que atuaram na repressão aos opositores da ditadura militar (1964-1985). A declaração, publicada no jornal Folha de S. Paulo desta terça-feira, foi dada depois que outro integrante do grupo, o ex-ministro da Justiça José Carlos Dias, defendeu ao mesmo jornal que também sejam apurados atos de pessoas que participaram da luta armada contra o regime.

"Pela lei, a comissão foi criada para trabalhar pensando nos problemas que o Estado brasileiro tem na sua constituição e na sua estrutura. O Estado está revendo sua conduta como Estado, dos seus agentes públicos", analisou Rosa Cunha. A interpretação exclui atos da guerrilha. A advogada defendeu que a comissão "mantenha o foco" apenas nos crimes cometidos pelos agentes do Estado. "Não sei ainda qual a opinião dos demais integrantes da comissão sobre a leitura da lei, mas não se entende que a comissão fará uma análise de todo o período. É preciso ter foco", disse.

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Fonte: Terra
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