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Estudante: colegas não conseguiram se abaixar e foram atingidos

8 abr 2011
13h32
atualizado às 14h12

Laryssa Borges
Direto do Rio de Janeiro

Primeiro estudante a conseguir deixar a escola Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, Lucas Matheus, de 13 anos, relembra a amiga Laryssa Silva Martins, também de 13 anos, morta pelo atirador Wellington Menezes.

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"Estudávamos na mesma sala. A nossa sala era sempre unida. Ela, Laryssa, levantou e não voltou mais", resumiu o estudante, que acompanhou nesta sexta-feira no cemitério de Murundu, o enterro da menina.

"Ele entrou na sala já disparando. Matou quatro na minha sala. Meus colegas não conseguiram se abaixar e levaram tiro na cabeça", relatou Lucas.

Ao longo do velório e enterro das primeiras vítimas do atirador, curiosos comentavam as possíveis motivações do atirador para o massacre que dizimou, até o momento, dez meninas e dois meninos de idades entre 12 e 14 anos. "Ele matou e ainda fez pedido nas cartas?", questionava uma moradora de Realengo.

Atentado
Um homem matou pelo menos 12 estudantes a tiros ao invadir a Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, na manhã do dia 7 de abril. Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos, era ex-aluno da instituição de ensino e se suicidou logo após o atentado. Segundo a polícia, o atirador portava duas armas e utilizava pelo menos 10 dispositivos para recarregar os revólveres rapidamente. As vítimas tinham entre 12 e 14 anos. Outras 18 ficaram feridas.

Wellington atirou em duas pessoas ainda fora da escola e entrou no local alegando ser palestrante. Ele se dirigiu até uma sala de aula e passou a atirar na cabeça de alunos. A ação só foi interrompida com a chegada de um sargento da Polícia Militar, que estava a duas quadras da escola. Ele conseguiu acertar o atirador, que se matou em seguida. Em uma carta, Wellington não deu razões para o ataque - apenas pediu perdão de Deus e que nenhuma pessoa "impura" tocasse em seu corpo.

Fonte: Terra

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