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Ela tinha medo de altura, diz mãe de menina que caiu

13 jul 2009
20h47
atualizado às 22h06
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Fátima Rodrigues de Sena, mãe da menina Rita de Cássia Rodrigues de Sena, 5 anos, que morreu no último sábado após cair do 5º andar do prédio em que morava na zona norte do Rio de Janeiro, disse, em entrevista ao RJTV desta segunda-feira, que sua filha tinha medo de altura. Fátima e seu marido, Gilson Rodrigues de Sena, foram soltos hoje após a Justiça conceder habeas-corpus.

Fátima Rodrigues Sena (dir.) sai da cadeia após ser beneficiada por decisão judicial
Fátima Rodrigues Sena (dir.) sai da cadeia após ser beneficiada por decisão judicial
Foto: Fabio Gonçalves / O Dia

"Ela tinha medo de altura. Não tinha essa peraltice de ir pra cozinha e subir - porque tem criança que arrisca", disse Fátima.

Os pais de Rita foram presos em flagrante sob a acusação de abandono de incapaz seguido de morte. Sozinha em casa, a menina caiu por uma tela de proteção que estava cortada na janela da área de serviço do apartamento em que vivia. Junto ao corpo foram encontrados pertences, como a mochila da menina arrumada com roupas e cadernos, ao lado das colchas, lençóis e o travesseiro de sua cama, brinquedos, uma chupeta e uma tesoura.

"Foi horrível. Vocês nem podem imaginar a minha dor. A minha dor é muito grande. Eu sempre tive zelo por ela", comentou Fátima.

Imagens do circuito interno de câmeras do edifício mostram Fátima levando a criança ao apartamento e depois voltando sozinha. Em seguida, outra câmera mostra Rita caindo da janela.

A polícia descartou a hipótese de homicídio. Se processados, os pais podem responder por abandono de incapaz seguido de morte, crime com pena prevista de quatro a 12 anos de reclusão.

Investigação
As irmãs de Rita de Cássia, Carolina, 18 anos, e Camila, 14 anos, deverão prestar depoimento na quarta-feira. Carolina está grávida de 8 meses e passou mal quando soube do acidente. Camila está na casa de uma tia e ainda está muito abalada.

Todas as janelas do apartamento possuem redes de proteção. Havia, porém, defeito numa delas. Peritos estiveram no condomínio onde a pequena Rita de Cássia morreu para investigar os motivos do crime. Durante 20 minutos, eles tiraram fotos e recolheram a tela de proteção na área de serviço, que estava furada e a menina teria passado quando se jogou. Para o agente Hélio Martins ainda é cedo para se ter uma conclusão.

A expectativa agora é pelo enterro de Rita de Cássia. A cerimônia chegou a ser marcada para esta segunda-feira, no Cemitério de Inhaúma, mas foi transferida para as 11h desta terça-feira, no Cemitério de Irajá.

Terra

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