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Dona da Daslu é presa após condenação por contrabando

26 mar 2009
09h46
atualizado às 18h51
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A empresária Eliana Tranchesi, dona da loja Daslu, especializada em artigos de luxo, foi presa na manhã desta quinta-feira pela Polícia Federal de São Paulo. Ela foi condenada pelos crimes de formação de quadrilha, contrabando e falsificação de documentos, descobertos na Operação Narciso, deflagrada em 2005. Também foram presos o irmão de Eliana, Antônio Carlos Piva de Albuquerque, e o ex-diretor financeiro da Daslu Celso de Lima.

As ordens de prisão foram determinadas pela juíza Maria Isabel do Prado, da 2ª Vara Federal de Guarulhos, que condenou os envolvidos no caso. Ao proferir a sentença, a júiza expediu também os mandados de prisão dos acusados. A denúncia foi feita em dezembro de 2005 pelos procuradores da República Matheus Baraldi Magnani e Jefferson Aparecido Dias.

A assessoria de imprensa da PF informou que outras quatro pessoas que tiveram ordens de prisão expedidas são consideradas foragidas. Pelo menos 30 policiais federais foram deslocados para tentar encontrá-las. Como não se trata de uma nova operação, não devem ser feitas buscas no prédio da Daslu, na zona sul de São Paulo.

Segundo a PF, Eliana foi levada diretamente para a Penitenciária Feminina do Carandiru, onde deve permanecer presa. O irmão dela e o ex-diretor financeiro devem ser levados para a Penitenciária de Pinheiros.

A advogada de Eliana Tranchesi, Joyce Roysen, considerou "excêntrica" a ordem de prisão, resultado, segundo ela, de um "julgamento errôneo". Ela afirmou que deve entrar ainda nesta quinta-feira com um pedido de habeas-corpus na Justiça Federal.

Eliana Tranchesi foi detida em julho de 2005, quando a PF fez uma varredura no prédio da loja pare recolher documentos e computadores. As investigações que culminaram na Operação Narciso apontaram, na época, que os produtos comercializados na Daslu eram comprados de empresas importadoras que subfaturavam o preço das mercadorias com o objetivo de reduzir a incidência do Imposto de Importação.

O subfaturamento ocorria, segundo a PF, a partir da substituição da fatura comercial verdadeira por outra com preço inferior. O esquema também fazia com que o IPI sobre o material importado ficasse reduzido. O Ministério Público Federal calculou em US$ 10 milhões o valor que teria sido sonegado.

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Fonte: Terra
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