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DF: atestado adia volta de médica que cercou casa com seringas

23 ago 2011
19h20
atualizado às 19h57

A médica que fixou seringas com sangue supostamente contaminado com HIV na cerca de casa em um condomínio de Brasília e fez o alerta para eventuais ladrões ("Muro com sangue HIV positivo - não pule") apresentou atestado médico nesta terça-feira e não tem previsão de retorno ao trabalho, informou a Secretaria de Saúde do Distrito Federal.

A ortopedista Miriam Tomkowski Walton estava em abono anual e, quando retornar às atividades no Hospital Regional do Paranoá, deve ser encaminhada para avaliação clínica. Segundo a Secretaria de Saúde, entretanto, trata-se de procedimento padrão adotado com todos os servidores. Por ter sido constatado - ao contrário do que a própria ortopedista havia alegado - que as seringas não foram retiradas do hospital, nenhum tratamento ou medida diferenciada será empregada no caso de Miriam. A direção do hospital havia informado que, caso a servidora tivesse se apropriado de material da secretaria, seria aberto processo de sindicância.

A Secretaria de Saúde não informou ao Terra a justificativa apresentada no atestado para o afastamento da ortopedista. Ainda não se sabe se as seringas estavam mesmo contaminadas com sangue HIV. Após perceber a repercussão do caso, Miriam retirou os objetos da cerca de casa e disse à polícia que a cor do líquido nas seringas havia sido produzida com "borra de café".

"Estamos aguardando resultado da perícia. A equipe foi ao local e, com muito esforço, coletou o material. Se ele será suficiente para apontar se havia ou não sangue, se estava contaminado com HIV, é outra história. O local foi alterado. A equipe teve de coletar o pouco líquido que escorreu pelo portão, e é esse material que será analisado", disse ao Terra o delegado adjunto da 13ª DP (Sobradinho), Paulo Francisco Soares.

A médica deverá responder por oferecer perigo para a vida ou à saúde de outrem, crime cujas penas variam de três meses a um ano de prisão. Em depoimento transmitido pela Globonews, ela lista uma série de assaltos para justificar a medida. "A primeira vez foi (furtado) um cortador de grama. (Depois furtaram) Secador de cabelo, máquina fotográfica... E a última foi uma televisão, uma tela plana."

O Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) afirmou que irá apurar a ação da médica e adiantou que a atitude apresentou indícios de infração ao Código de Ética Médica.

Fonte: Terra

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