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Comércio fecha as portas em morro do RJ sob ordens de traficantes

17 jun 2013
10h12
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Comerciantes do morro São Carlos, no Estácio, no centro do Rio de Janeiro, atenderam a uma ordem de traficantes de drogas e fecharam seus estabelecimentos nesta segunda-feira. A exigência dos criminosos ocorreu depois da morte do traficante Anderson dos Santos Moura, o Brinquinho, líder do crime organizado local, durante um tiroteio com a polícia no último domingo.

O morro São Carlos conta com uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), e o comando geral das unidades reconheceu a existência da ordem. O policiamento foi reforçado na região e, segundo a PM, o clima é de tranquilidade. Nenhum comerciante, no entanto, resolveu abrir as portas.

Anderson dos Santos Moura, o Brinquinho, 29 anos, foi encontrado por agentes da UPP que patrulhavam o morro do Querosene no último sábado. Segundo a polícia, o traficante teria começado a atirar e acabou atingido durante o confronto. Brinquinho ainda foi levado para o Hospital Municipal Souza Aguiar, mas não resistiu. Sua pistola e um carregador foram apreendidos.

O São Carlos é o maior problema do sistema de pacificação dos morros cariocas. O comando da UPP já foi trocado pelo menos duas vezes depois de denúncias de envolvimento de policiais em esquemas de corrupção com o tráfico, que ainda detém poder na comunidade.

Fonte: Terra
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