Polícia

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05 de junho de 2013 • 18h02 • atualizado às 18h08

Com cartazes em locais inseguros, coletivo alerta para crimes no País

O B.O. Coletivo quer mapear os lugares onde as pessoas foram vítimas de assaltos

Segundo os organizadores do B.O. Coletivo, há um modelo de cartaz disponível para download e qualquer pessoa pode colá-los nas cidades
Foto: Divulgação
 

Um grupo de ativistas, reunidos no OuiShare Fest Porto Alegre - evento satélite do maior festival de economia colaborativa da Europa, realizado em maio de 2013 -, decidiu criar um movimento de alerta contra a insegurança de forma colaborativa. Com cartazes escritos "Aqui fui assaltado", o B.O. Coletivo quer mapear os lugares onde as pessoas foram vítimas de assaltos nas cidades do Brasil.

"De certa forma, é um tagueamento offline de lugares inseguros na cidade. Começamos em Porto Alegre, mas a ideia pode ser levada para quaisquer outros municípios. Os objetivos principais são chamar a atenção das autoridades para locais da cidade que não oferecem segurança à população e também alertar as próprias pessoas sobre os riscos de circular nestes locais", afirmou o grupo, por meio de uma página criada no Facebook para atrair ativistas.

Segundo os organizadores do B.O. Coletivo, há um modelo de cartaz disponível para download e qualquer pessoa pode colá-los nas cidades. "Quem foi vítima nestes mesmos lugares pode assinar seu nome no cartaz. E quem quiser marcar (ou seja, taguear) outros locais onde foi assaltado ou furtado, basta fazer o download do cartaz, imprimir e colar", explicam os ativistas.

Marília abraça ideia
Em Marília, no interior de São Paulo, o projeto foi adotado pela União dos Grêmios de Estudantes da cidade. Utilizando as redes sociais como forma de divulgação e também o contato direto com a população nos bairros, o B.O. Coletivo pretende envolver a comunidade na busca de soluções na área de segurança pública. 

O estudante Danilo Juari, presidente do Grêmio, explica que o objetivo do projeto é fortalecer as comunidade, fazendo com que se envolvam com os problemas de seu bairro e possam contribuir com o poder público para redução da violência. As informações também serão compartilhadas com a Polícia Militar da cidade, os conselhos de segurança e também associações de bairro.

"Queremos envolver toda comunidade na discussão e também as instituições e, com esse mapeamento, ver o que pode ser feito nesses locais, como mais iluminação, mais policiamento. Esse é um projeto permanente e no futuro queremos discutir outros temas", disse Juari.

Morador assaltado aprova iniciativa
O promotor de merchandising Alessandro Aurélio Lima Pereira, 26 anos, foi assaltado há poucos meses na rua Álvares Cabral, no centro de Marília. Ele estava dentro do carro sozinho quando um assaltante armado entrou no veículo e outro ficou do lado de fora em uma moto. O ladrão pediu dinheiro e levou a carteira de Alessandro e a máquina fotográfica que estava no banco de trás. Ele registrou boletim de ocorrência na delegacia, mas nada foi localizado.

Alessandro soube da campanha através de amigos e decidiu imprimir o cartaz e colar no muro em frente ao local onde foi assaltado. Ele disse aprovar a campanha. "Achei a iniciativa boa porque ajuda a polícia a dar mais atenção a esses locais", afirmou. 

Terra