Polícia

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24 de fevereiro de 2014 • 05h15 • atualizado às 09h54

Chega a 10 o nº de mortos em operação das polícias de MG, SP e RJ

  • Direto de Belo Horizonte
 

A Polícia Civil em Minas Gerais (MG) informou no início da madrugada desta segunda-feira que mais um suspeito de ser integrante de uma quadrilha especializada em explosão de caixas eletrônicos foi morto em operação conjunta da corporação com a Polícia Militar mineira, Polícia Rodoviária Federal e polícias civis do Rio de Janeiro e São Paulo.

Dois suspeitos de participar de explosão de bancos na cidade de Itamonte (MG) foram presos após troca de tiros com a polícia na rodovia Presidente Dutra, em São Paulo
Foto: Edu Silva / Futura Press

Segundo a assessoria de comunicação da Polícia Civil em MG, o suspeito morto, e um outro que foi preso, sequestraram um taxista que também é dono de um restaurante na cidade de Itamonte, onde na madrugada de sábado houve um tiroteio que terminou com a morte de nove suspeitos de pertencer à mesma quadrilha.

Os dois criminosos teriam sobrevivido ao confronto com os policiais e na noite de domingo teriam sequestrado o taxista para roubar o carro dele e fugir. Depois de cerca de quatro horas de buscas o carro foi interceptado por policiais paulistas no município de São José dos Campos. Houve novo tiroteio que terminou com a morte do suspeito e a prisão do outro. O taxista foi libertado sem ferimentos.

Confronto
Na madrugada de sábado outros nove suspeitos de roubo a bancos já haviam sido mortos em uma operação conjunta das polícias de Minas Gerais, São Paulo e federal na madrugada em Itamonte (MG).

Os homens seriam integrantes de uma quadrilha especializada e participaram da explosão de um caixa eletrônico na cidade por volta das 2h. A polícia agiu, e houve troca de tiros entre policiais e os suspeitos, que haviam deixado São Paulo para assaltar caixas eletrônicos em cidades do sul de Minas, conforme a assessoria da Polícia Civil do Estado. Um policial civil foi baleado no braço durante a ação, mas não corre risco de morrer. Com a quadrilha, foram apreendidos fuzis, pistolas e bananas de dinamite.

A polícia seguia os passos da quadrilha e apurou que os criminosos pretendiam voltar a atacar Itamonte e outras cidades na região entre os dois Estados. O grupo estava sendo monitorado há aproximadamente dois meses. Cerca de 15 deles saíram armados de São Paulo em sete carros, conforme a Polícia Civil de Minas Gerais, e foram acompanhados por policiais durante o caminho. Mais de 150 agentes participaram da operação. Quando chegaram à cidade, os bandidos explodiram um caixa eletrônico, mas logo foram surpreendidos e começou um tiroteio.

Na troca de tiros, nove suspeitos morreram, cinco foram presos (entre eles, três ficaram feridos) e um conseguiu fugir e está sendo procurado. Os sete veículos utilizados pela quadrilha foram apreendidos.

Além de roubar os cinco caixas eletrônicos de Itamonte, a quadrilha planejava dominar o pelotão da Polícia Militar local, segundo explicou o titular da Delegacia de Investigações sobre Roubo a Bancos de São Paulo (Deic), delegado Fábio Pinheiro Lopes. Um dos confrontos se deu perto da unidade da PM, onde suspeitos também foram mortos.

Até a noite deste domingo quatro corpos já haviam sido identificados e encaminhados pelas famílias para sepultamento. Um deles de um homem que seria o professor Silmar Júnior Madeira. Ele teria sido morto por engano, segundo depoimento de familiares dele exibidos pelo programa Fantástico, da Rede Globo. A família do professor afirmou que ele teria sido abordado por um do criminoso que queria usar o carro da vítima para fugir durante o tiroteio.

A Polícia Civil e a Secretaria de Defesa Social de Minas Gerais informaram que estão apurando as informações e que somente poderão se pronunciar sobre o caso nesta segunda-feira.

Terra