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CE: guardas expulsam manifestantes de parque e quebram carro

8 ago 2013
12h25
atualizado às 13h53
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Cerca de 200 manifestantes foram expulsos do Parque Ecológico do Rio Cocó no início da manhã desta quinta-feira, em Fortaleza (CE). Acampados no local há 28 dias, os manifestantes - que querem a imediata legalização do parque, sem a construção de um viaduto e de uma ponte estaida sobre aquela área, obras previstas pela prefeitura e pelo governo do Estado, respectivamente - foram acordados pela Guarda Municipal, durante a madrugada, com spray de pimenta em suas barracas. O governo alega que a obra vai melhorar a mobilidade urbana em Fortaleza.

Bombas de gás lacrimogêneo e balas de borrachas foram utilizadas pela Guarda Municipal
Bombas de gás lacrimogêneo e balas de borrachas foram utilizadas pela Guarda Municipal
Foto: Arituza Timbó

A construção da ponte estaiada sobre o rio Cocó compreende a criação de novas vias, recuperação e duplicação da malha existente. Bombas de gás lacrimogêneo e balas de borrachas foram utilizadas pela Guarda Municipal. “Reiniciamos o manifesto no meio da rua, gritando palavras de ordem e, de repente, a polícia veio para cima, jogando bombas de efeito moral. Todos nós corremos sem entender", disse o professor universitário Geová Alencar.

"Nesse momento perseguiram alguns manifestantes e os prenderam. Isso foi feito aleatoriamente, derrubaram as pessoas no chão e bateram nelas. A Guarda Municipal quebrou o carro de um manifestante, meu primo e minha tia levaram cacetadas dos policiais”, denunciou o professor.

Por volta das 5h desta quinta-feira, caminhões e um trator deram início à limpeza da área do acampamento. A presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, deputada Eliane Novais (PSB), foi ao local e considerou "agressiva" e "intempestiva" a ação. "Estamos recolhendo depoimentos dos manifestantes agredidos e iremos protocolar uma queixa no Ministério Público, em nome do Escritório Frei Tito de Alencar de Direitos Humanos. Esperamos que este caso seja investigado e os culpados sejam punidos”, afirmou ela. 

Alguns manifestantes permaneceram no local e continuaram protestando. O vereador João Alfedro (Psol), professor de Direito Ambiental, também foi agredido. O político usou sua página no Facebook para mostrar as marcas da agressão policial.

Fonte: Especial para Terra
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