Caso Goleiro Bruno
 
 

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 Temos muitas provas no inquérito, diz delegada do caso Bruno
07 de julho de 2010 16h33 atualizado às 23h39

A delegada Alessandra Wilke fala ao celular em frente ao Tribunal de Justiça do Rio. Foto: Luís Bulcão Pinheiro/Especial para Terra

A delegada Alessandra Wilke fala ao celular em frente ao Tribunal de Justiça do Rio
Foto: Luís Bulcão Pinheiro/Especial para Terra

Luís Bulcão Pinheiro
Direto do Rio de Janeiro

A delegada da Polícia Civil de Minas Gerais Alessandra Wilke, uma das responsáveis pelo inquérito que investiga o desaparecimento de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno, do Flamengo, disse nesta quarta-feira que há muitas provas reunidas no inquérito. Momentos antes de receber um documento do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e de deixar o edifício empunhando uma pistola dentro de um carro da Divisão de Homicídios fluminense, Alessandra concedeu entrevista ao Terra

Questionada se a prisão de Bruno poderia ter sido solicitada antes, Alessandra afirmou que era necessário atender a alguns requisitos antes do pedido. "Antes, não tínhamos tantos elementos como temos agora. Agora temos muita informação. Muitas provas no inquérito e, agora sim, seria o momento exato de pedir a prisão do goleiro", disse.

Sobre as dificuldades da investigação, a delegada disse afirmou a maior é em relação à localização do corpo de Eliza. "Há muitas informações desencontradas, que as pessoas estão passando ao Disque Denúncia. Essas informações precisam ser checadas, o que acaba demandando tempo", disse.

Nesta tarde, a polícia fazia buscas na casa de um ex-PM que seria amigo e segurança do goleiro. A residência, localizada no bairro Santa Clara, em Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte, abrigaria restos mortais de Eliza.

A polícia chegou até o local por meio de informações de um adolescente de 17 anos apreendido na terça-feira na casa de Bruno, no Rio. Ele confessou ter agredido Eliza e afirmou que ela está morta.

O caso
Eliza está desaparecida desde o dia 4 de junho, quando teria saído do Rio de Janeiro para Minas Gerais a convite de Bruno. No ano passado, a estudante paranaense já havia procurado a polícia para dizer que estava grávida do goleiro e que ele a teria agredido para que ela tomasse remédios abortivos para interromper a gravidez. Após o nascimento da criança, Eliza acionou a Justiça para provar a suposta paternidade de Bruno.

No dia 24 de junho, a polícia recebeu denúncias anônimas dizendo que Eliza teria sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador, localizado em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte. Durante a investigação, testemunhas confirmaram à polícia que viram Eliza, o filho e Bruno na propriedade.

Na noite do dia 25 de junho, a polícia foi ao local e recebeu a informação de que o bebê apontado como filho do atleta, de 4 meses, estaria lá. A atual mulher do goleiro, Dayane Rodrigues do Carmo Souza, negou a presença da criança na propriedade. No entanto, durante o depoimento dos funcionários do sítio, um dos amigos de Bruno afirmou que ela havia entregado o menino na casa de uma adolescente no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves, onde foi encontrado. Por ter mentido à polícia, Dayane Souza foi presa. Contudo, após conseguir um alvará, foi colocada em liberdade. O bebê foi entregue ao avô materno.

O goleiro do Flamengo e a mulher negam as acusações de que estariam envolvidos no desaparecimento de Eliza e alegam que ela abandonou a criança.

Especial para Terra