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Caso Mércia: STF mantém prisão preventiva de Mizael

15 mai 2012
19h30
atualizado às 19h37

O ex-policial militar Mizael Bispo da Silva, acusado pela morte da advogada Mércia Nakashima, permanecerá em prisão preventiva, enquanto aguarda o seu julgamento pelo Tribunal do Júri. A decisão foi tomada nesta terça-feira pela segunda turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou pedido de habeas-corpus feito pela defesa do suspeito. A turma do STF seguiu o voto do relator, ministro Ricardo Lewandowski, no sentido de manter a prisão preventiva.

Ex-policial é acusado de matar a advogada Mércia Nakashima
Ex-policial é acusado de matar a advogada Mércia Nakashima
Foto: Wendy Vatanabe / Futura Press

Mizael será julgado, pela Vara do Júri da Comarca de Guarulhos, por homicídio triplamente qualificado. A prisão preventiva havia sido decretada por suposta ameaça a testemunhas e interferência na produção de provas. O ex-policial encontra-se no Presídio Militar Romão Gomes, no bairro de Tremembé, zona norte de São Paulo, desde que se entregou à polícia em janeiro.

O caso Mércia
A advogada Mércia Nakashima, 28 anos, desapareceu no dia 23 de maio de 2010 e foi encontrada morta no dia 11 de junho, em uma represa em Nazaré Paulista, no interior de São Paulo. A perícia apontou que ela levou um tiro no rosto, mas morreu por afogamento quando seu carro foi empurrado para a água. O principal suspeito do crime é o ex-namorado de Mércia, o policial aposentado Mizael Bispo de Souza, que não aceitaria o fim do relacionamento. O vigia Evandro Bezerra Silva é suspeito de ter auxiliado Mizael no crime.

Logo após a morte de Mércia, Evandro teria fugido para Sergipe, onde foi preso em julho do mesmo ano. Em um primeiro momento, ele disse ter ajudado Mizael a fugir, mas voltou atrás depois, alegando ter sido torturado para confessar o crime. Rastreamento de chamadas telefônicas feito pela polícia com autorização da Justiça colocariam os dois na cena do crime, de acordo com as investigações. Além disso, a polícia encontrou nos sapatos do ex-policial pequenas manchas de sangue, fragmentos de osso e chumbo, além de uma alga presente na represa. Mizael chegou a ter a prisão decretada em agosto, mas o mandado foi revogado dias depois. No mesmo mês, Evandro foi solto. Ambos negam todas as acusações.

No dia 7 de dezembro de 2010, a Justiça de Guarulhos decretou a prisão preventiva de Mizael e de Evandro, e determinou que ambos fossem levados a júri popular pelo crime. O ex-namorado de Mércia foi denunciado por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima) e ocultação de cadáver. O vigia foi denunciado por homicídio duplamente qualificado (emprego de meio insidioso ou cruel e mediante recurso que tornou impossível a defesa da vítima) e ocultação de cadáver.

Fonte: Terra
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