Polícia

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12 de novembro de 2013 • 09h51

Caso Joaquim: mãe diz à polícia que padrasto via menino como 'empecilho'

Casal teve a prisão temporária decretada no domingo

Em 1º de outubro, a mãe de Joaquim publicou uma foto do menino no hospital, quando foi descoberto que ele possuía diabetes
Foto: Facebook / Reprodução

Em depoimento à Polícia Civil de Ribeirão Preto (SP), a mãe de Joaquim Ponte Marques, 3 anos, disse que a criannça era vista como 'empecilho' pelo padrasto. A psicóloga Natália Mingoni Ponte, 29 anos, e o técnico em informática Guilherme Raymo Longo, 28 anos, tiveram a prisão temporária decretada no domingo, dia em que o corpo do menino foi encontrado no rio Pardo, em Barretos (SP). A mãe também contou ter sido ameaçada por Longo. Antes, ela falava que tinha um bom relacionamento com o marido e que ele se dava bem com o seu filho. Segundo Natália, o técnico em informática a ameaçou de morte quando ela pediu a separação após descobrir que ele tinha voltado a usar drogas. As informações foram publicadas no jornal Folha de S. Paulo. 

Pelo mesmo motivo, Longo teria ameaçado jogar o filho do casal, um bebê de quatro meses, contra a parede. O casal se conheceu em uma clínica de recuperação em Ipuã, onde Longo se tratava e Natália trabalhava. "Provavelmente a mãe se sentia intimidada pelo marido. Ela viu o corpo do filho e agora, mais segura, talvez decida fornecer mais informações", afirmou o promotor Marcos Tulio Nicolino. De acordo com ele, Longo culpava Joaquim pelos desentendimentos com a mulher. O garoto teria muita liberdade em casa, situação que não agradava o padrasto. Três dias antes do desaparecimento do menino, o casal teve uma briga e Longo teria ameaçado se matar. O advogado do técnico em informática, Antônio Carlos de Oliveira, disse que não poderia comentar as afirmações de Natália porque não teve acesso aos depoimentos. Também disse que deverá pedir a revogação da prisão temporária de Longo hoje. Já o advogado de Natália, Cássio Alberto Gomes Ferreira, deixou ontem o caso alegando parentesco e relação próxima e de afetividade com a mãe e o menino.

Desaparecimento
O corpo de Joaquim foi encontrado neste domingo, nas águas do rio Pardo, no município de Barretos, vizinho de Ribeirão Preto – cidade na qual o garoto morava. Um exame preliminar de necropsia apontou que o garoto já estava morto antes de ser jogado no rio, segundo a Polícia Civil. A causa da morte, porém, ainda não foi confirmada.

Padrasto não aceitava Joaquim, afirma mãe do menino em depoimentoClique no link para iniciar o vídeo
Padrasto não aceitava Joaquim, afirma mãe do menino em depoimento

Desde os primeiros dias do desaparecimento, as buscas foram concentradas na região do córrego Tanquinho e no rio Pardo, onde o córrego deságua. Na quarta-feira, um cão farejador da Polícia Militar realizou o mesmo trajeto ao farejar as roupas do menino e as de seu padrasto.

A Polícia Civil já havia pedido a prisão preventiva da mãe e do padrasto de Joaquim, mas a Justiça havia negado. O menino era diabético e vivia com a mãe, o padrasto e o irmão Vitor Hugo.

No boletim do desaparecimento registrado na Polícia Civil, a mãe relatou que acordou por volta das 7h e foi até o quarto da criança, mas não a encontrou. Em seguida, procurou pelos demais cômodos e na vizinhança, também sem sucesso. O garoto vestia uma calça de pijama com bichinhos quando foi visto pela última vez.

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