Caso Joaquim: mãe diz à polícia que padrasto via menino como 'empecilho'

Casal teve a prisão temporária decretada no domingo

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Em depoimento à Polícia Civil de Ribeirão Preto (SP), a mãe de Joaquim Ponte Marques, 3 anos, disse que a criannça era vista como 'empecilho' pelo padrasto. A psicóloga Natália Mingoni Ponte, 29 anos, e o técnico em informática Guilherme Raymo Longo, 28 anos, tiveram a prisão temporária decretada no domingo, dia em que o corpo do menino foi encontrado no rio Pardo, em Barretos (SP). A mãe também contou ter sido ameaçada por Longo. Antes, ela falava que tinha um bom relacionamento com o marido e que ele se dava bem com o seu filho. Segundo Natália, o técnico em informática a ameaçou de morte quando ela pediu a separação após descobrir que ele tinha voltado a usar drogas. As informações foram publicadas no jornal Folha de S. Paulo. 

Em 1º de outubro, a mãe de Joaquim publicou uma foto do menino no hospital, quando foi descoberto que ele possuía diabetes Foto: Facebook / Reprodução
Em 1º de outubro, a mãe de Joaquim publicou uma foto do menino no hospital, quando foi descoberto que ele possuía diabetes
Foto: Facebook / Reprodução

Pelo mesmo motivo, Longo teria ameaçado jogar o filho do casal, um bebê de quatro meses, contra a parede. O casal se conheceu em uma clínica de recuperação em Ipuã, onde Longo se tratava e Natália trabalhava. "Provavelmente a mãe se sentia intimidada pelo marido. Ela viu o corpo do filho e agora, mais segura, talvez decida fornecer mais informações", afirmou o promotor Marcos Tulio Nicolino. De acordo com ele, Longo culpava Joaquim pelos desentendimentos com a mulher. O garoto teria muita liberdade em casa, situação que não agradava o padrasto. Três dias antes do desaparecimento do menino, o casal teve uma briga e Longo teria ameaçado se matar. O advogado do técnico em informática, Antônio Carlos de Oliveira, disse que não poderia comentar as afirmações de Natália porque não teve acesso aos depoimentos. Também disse que deverá pedir a revogação da prisão temporária de Longo hoje. Já o advogado de Natália, Cássio Alberto Gomes Ferreira, deixou ontem o caso alegando parentesco e relação próxima e de afetividade com a mãe e o menino.

Desaparecimento
O corpo de Joaquim foi encontrado neste domingo, nas águas do rio Pardo, no município de Barretos, vizinho de Ribeirão Preto – cidade na qual o garoto morava. Um exame preliminar de necropsia apontou que o garoto já estava morto antes de ser jogado no rio, segundo a Polícia Civil. A causa da morte, porém, ainda não foi confirmada.

Padrasto não aceitava Joaquim, afirma mãe do menino em depoimento

Desde os primeiros dias do desaparecimento, as buscas foram concentradas na região do córrego Tanquinho e no rio Pardo, onde o córrego deságua. Na quarta-feira, um cão farejador da Polícia Militar realizou o mesmo trajeto ao farejar as roupas do menino e as de seu padrasto.

A Polícia Civil já havia pedido a prisão preventiva da mãe e do padrasto de Joaquim, mas a Justiça havia negado. O menino era diabético e vivia com a mãe, o padrasto e o irmão Vitor Hugo.

No boletim do desaparecimento registrado na Polícia Civil, a mãe relatou que acordou por volta das 7h e foi até o quarto da criança, mas não a encontrou. Em seguida, procurou pelos demais cômodos e na vizinhança, também sem sucesso. O garoto vestia uma calça de pijama com bichinhos quando foi visto pela última vez.

Terra

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